sábado, 19 de maio de 2012

Comportamento de selecionadores e requisitantes em seleções

Fonte da imagem: internet
por Simoni Aquino
Há uns dias, fui abordada por um profissional que me disse serem muito úteis os artigos voltados ao comportamento dos profissionais disponíveis, especialmente ao participarem dos processos de seleção, entretanto ponderou que eu também deveria abordar o comportamento adequado dos profissionais de RH e dos gestores requisitantes ao realizarem o processo de seleção.
Esse profissional me contou em detalhes que recentemente havia sido constrangido ao ser entrevistado por um Diretor de RH na terceira etapa do processo de seleção (a vaga era de Segurança do Trabalho, a primeira etapa foi com a Analista do RH e a segunda com a Gerente do RH). Para resumir, esse candidato foi tratado com extrema grosseria e postura agressiva, com abordagens irônicas, palavras de baixo calão e que o tal diretor atrasou de mais de meia hora do horário agendando para a entrevista. No desabafo ele informou que ficou tão nervoso e constrangido, que obviamente foi reprovado.
Mas o que mais me indignou é que a situação foi realizada por profissionais do próprio RH! Além de deprimente é enojador...
Seu desabafo me deu ideia de escrever este artigo, uma vez que sempre abordamos o comportamento dos candidatos no processo de seleção, sem abordar a necessidade de uma postura adequada e correta também por parte da empresa, na figura de seus selecionadores e gestores requisitantes.
No desabafo, ele me questionou se haveria sido uma estratégia do tal diretor e da selecionadora para testarem seu comportamento frente à situações de forte pressão. Logicamente que não soube responder, mas mesmo que tenha sido, isso é correto ou ético?
Não sei se foi estratégia, mas como profissional de RH não acredito que essa seja a abordagem mais correta para avaliar um candidato e também não acredito que surta resultados satisfatórios. Mas independente de estratégia ou não, a situação vivenciada pelo candidato demonstra imaturidade e falta de profissionalismo sem tamanho do tal diretor. Qualquer profissional deve ter postura respeitosa a um candidato e isso é ainda menos aceitável vindo de um profissional de RH, que deveria ser o primeiro a primar pelo respeito ao capital intelectual que o candidato representa dentro do processo de seleção.
Na configuração atual do mercado de trabalho, onde as informações são muito velozes e os candidatos no mercado de trabalho tem mais chances de escolhas, é extremamente necessário o cuidado com a imagem da empresa e que os profissionais, seja da área de RH ou da área requisitante e que avaliarão um candidato dentro de um processo de seleção, sejam mais profissionais e corretos.
Custa muito:
- Realizar uma pré-entrevista com o candidato por telefone, para somente agendar na empresa os candidatos dentro do perfil da vaga, poupando tempo do RH, mas especialmente não fazer o candidato se deslocar e obrigá-lo a gastar tempo e dinheiro desnecessariamente?
- Respeitar os horários de agendamento das seleções, se o atraso do candidato não deve ser tolerado por quê o do entrevistador deve ser tolerado?
- Avaliar o currículo do candidato antes da entrevista para não estar despreparado ao entrevistá-lo?
- Demonstrar profissionalismo e educação durante a entrevista?
- Não se considerar melhor do que o candidato ou se mostrar acima do bem e do mal?
Será que essas simples atitudes simples e fáceis de serem colocadas em prática, são impossíveis de serem realizadas dentro do processo de seleção?
Essas atitudes comprometem o processo de avaliação do candidato e farão toda a diferença no processo de seleção. Ética e profissionalismo demonstram respeito e acolhimento por uma empresa que terá sua imagem avaliada de maneira positiva, que demonstra o merecido respeito ao profissional disponível no mercado de trabalho e que poderá vir a ser o seu próximo colaborador.
Lamentável que, em pleno século 21 ainda encontremos este tipo de atitude pífia e ignorante por parte de alguns profissionais de RH. Infelizmente em cargos de liderança ainda encontramos muitos profissionais que se julgam melhores do que os outros, que tratam os profissionais da própria empresa desse jeito, então o que dirá da tratativa com os candidatos do mercado? Mas imagina se o gestor do RH apresenta este tipo de postura, acredito que podemos imaginar como os "colaboradores" são tratados nesta empresa?

Como sempre digo, existem bons e maus profissionais em qualquer área e em qualquer segmento, mas o grande problema no mercado de trabalho é que os maus profissionais, consideram-se acima do bem e do mal e esquecem-se que um dia também estarão do outro lado, no mercado de trabalho em busca de recolocação. Mas estes só reavaliarão suas posturas e condutas quando sentirem na pele o que fizeram um dia os candidatos sentirem.

Pela constante deste tipo de atitude, me questiono se o círculo vicioso tende a não terminar, pois quem foi tratado dessa forma, não tenha maturidade de discernir corretamente  e não venha a realizar o mesmo tipo de tratamento. Não é uma afirmativa, apenas um devaneio para tentar explicar (não justificar) esse tipo de comportamento, no mínimo, antiético.
A única coisa que pude dizer após o desabafo deste profissional, é que o problema não foi com ele e sim com a própria empresa e que foi sorte dele de sido preterido neste processo de seleção, pois esta empresa não demonstra ética ao manter um profissional de RH destes.
E que ser subordinado a este "diretorzinho" não lhe seria saudável, uma vez que ele (o diretorzinho) só sentirá a humilhação do desrespeito na pele quando estiver do outro lado e quem sabe será o momento para reavaliar sua postura arrogante e seus conceitos retrógrados.
"PROFISSIONAIS DE RH:
SEJAM ÉTICOS E EMPÁTICOS, OU SEJA, COLOQUEM-SE NO LUGAR DOS CANDIDATOS!" 
"LEMBRE-SE QUE AFINAL DE CONTAS, NADA É PARA SEMPRE E UM DIA ESTAREMOS NA POSIÇÃO DE CANDIDATOS DISPONÍVEIS, SIM!!!

Este texto é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas

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20 comentários:

  1. Adorei o texto! Simpatizo com o sujeito que sofreu constrangimentos, pois é o que eu mais venho sofrendo na minha busca por uma nova colocação ao longo dos anos. Em um momento, não sou qualificada, em outro sou super qualificada, em outros sou entrevistada por alguém que se irrita com o fato de que sei mais de um idioma e duvida disso, em outro sou questionada sobre perguntas de cunho pessoal como "quando pretende ter filhos?"
    Sinceramente, adoraria mesmo que facilitassem o processo com uma pré-entrevista por telefone, que o horário fosse respeitado e principalmente o currículo lido. Foram pouquíssimas as vezes que se deram ao trabalho de ler um currículo que estudei para redigir adequadamente.
    Tomara que sua mentalidade sobre bons profissionais de RH se espalhe, porque para mim a falta de mão-de-obra qualificada está residindo no RH que não sabe fazer a ponte de recrutamento, por preguiça de analisar currículos e candidatos. Parabéns pelos textos e pela postura profissional!

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    1. Olá Rafaella!
      Inicialmente quero agradecê-la pela parabenização em relação aos artigos e em relação à minha postura profissional. Fico lisonjeada por suas palavras e com certeza suas palavras só fazem aumentar a responsabilidade por continuar trazendo textos de qualidade, imparciais e me mostram que estou no caminho certo, de querer que o RH seja uma área ética e mais humanizada.

      Você trouxe um brilhante, mas triste complemento ao texto. Pois tenho plena consciência que grande parte dos profissionais de RH devem reavaliar posturas.

      Mas devo discordar de você quando cita a falta de mão de obra qualificada está residindo no RH, não acredito que seja isso, pois na maioria das empresas, os profissionais são qualificados através de curso superior e até mesmo pós-graduação.

      Eu paricularmente, credito a falta de ética e postura à educação e ao reflexo de uma má educação de berço. Hoje, não vemos pessoas com valores sólidos como empatia, respeito ao outro, educação... Algumas características aprendemos "no berço" e a partir do momento que as pessoas não tem esse tipo de educação em casa, o reflexo se dá no mercado de trabalho em qualquer profissão e no RH não é diferente.

      Também temos a questão da vocação, pois lidar com "pessoas" requer amor pelo que se faz e crença positiva quanto ao outro e só o faz quem atua com pessoas por vocação. Um bom exemplo de vocação é a profissão de veterinário, se não tiver vocação, não será um profissional de qualidade.

      Obrigada pela presença, pela confiança e continue visitando o Blog, que sempre encontrará conteúdos de qualidade e imparciais.

      Grande abraço e sucesso!
      Simoni Aquino

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  2. Parabéns pelas colocações. Infelizmente o personagem desse texto não é o único e também não será o último e isso torna ainda mais difícil a vida de quem está em busca de uma nova ou melhor colocação no mercado de trabalho.Se fossémos abrir um fórum aqui, teriamos um número muito grande de pessoas que já sofreram algum tipo de retração por algun profissional de RH. Mas é importante você como profissional da áreas revelar seu ótimo comportamento o que nos faz acreditar que não são todos assim, como você mesmo mencionou em um trecho do texto, que em todos os seguimentos existem bons e maus profissionais. Muita obrigada por me proporcionar tal leitura e discussão.

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    1. Olá Cristiane!
      Inicialmente quero muito agradecê-la pela parabenização em relação ao texto.

      Você se coloca de maneira muito profissional e madura ao separar o joio do trigo, pois infelizmante por conta dos maus profissionais a área está muito estigmatizada e os bons profissionais sofrem pela generalização e são colocados "no mesmo balaio" dos maus profissionais.

      Como sempre digo, existem maus e bons profissionais em qualquer área e segmento e no RH não é diferente. Mas existem os bons profissionais, que são de RH por vocação e que respeitam aos demais profissionais e são esses profissionais que fazem seu trabalho de maneira ética e correta e que respeitam o ser humano, como um todo!

      Faço parte de uma corrente do bem na ABRH/SP, que atuam de maneira ética e que está sempre em busca de reciclagem, qualificação e de constante desenvolvimento e isso fazs toda a diferença.

      Seja sempre bem-vinda ao Blog e fique à vontade em participar e expor sua opinião e posicionamento.

      Grande abraço e sucesso!
      Simoni Aquino

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  3. Parabéns pelo artigo, passei por isso quando estava procurando emprego a pouco mais de um ano. Em uma das entrevistas que fiz eu preenchia todos os requisitos da vaga informada, porém não me contrataram, fiquei sabendo após um tempo através de conhecidos que ja trabalharam na empresa, que a mesma tem preconceito com homens que tenham cabelo grande, que no caso o meu eu sempre uso totalmente preso, estava de social durante a entrevista. Alias esta vaga se encontra em aberto após quase dois anos da minha entrevista.
    Em outro caso uma funcionária de RH deixou eu e outro candidato esperando na portaria da empresa por mais de uma hora, embaixo de sol, no final remarcou para o dia seguinte alegando que não poderia atender, no dia seguinte a entrevista durou menos de 5 minutos, achei um total descaso e falta de respeito.
    Em outro caso, me mandaram em uma vaga com salário de R$1200, fiz a entrevista com o responsável pela empresa, fiz o teste prático e fui aprovado, porém esse (ir)responsável pela empresa disse que o salário seria de R$1000 e não R$1200 como a agencia informou e que eu deveria falar na agencia que tinha aceitado isso. Perguntei se não teria realmente nenhum beneficio (VR VT etc) e o mesmo respondeu me esnobando "o benefício é você trabalhar na 'empresa x'", fui embora para cara e liguei na agencia informando o ocorrido e que não queria saber mais dessa empresa, a gerente da agencia ligou na empresa e me retornou dizendo que devia ter sido um engano para eu voltar la e tudo mais, mas recusei. Não informo o nome da empresa em questão para evitar algum processo por parte dela, ja que eu vou estar "manchando" a imagem dela.
    Não há nada que possa ser feito para inibir isso? algum conselho ou sindicato responsável onde possa fazer denúncias para punir o mal profissional? pois com isso muita gente acaba sendo prejudicada, no caso dessa empresa onde o responsavel me esnobou até onde tenho conhecimento eu poderia processar, mas ficaria minha palavra contra a dele, ja que não gravei a conversa e não teve testemunhas.
    Obrigado pelo espaço.

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    1. Olá Cidão!
      Inicialmente quero agradecer-lhe pela parabenização em relação ao artigo, mas infelizmente trata-se de um texto que particularmente não gostaria de ter de abordar, pois é repugnante quando temos de falar de situações de desrespeito em relação a profissionais que lidam com pessoas.

      Infelizmente tem sido muito frequente as reclamações não só em RH como em medicina, direito, segurança e outras áreas.

      Não vou particularizar em relação à área e vou orientar de forma abrangente:
      Em qualquer situação em que se queira abrir um processo seja na esfera jurídica ou em conselhos de classe se faz necessário o recolhimento de provas. Somente embasado com provas cabais é que haverá a possibilidade de qualquer punição, pois se não houver provas, o processo se reverte e quem dá início a um processo sem provas fica sujeito à penalidades.

      Mas você está certo em sua análise, os profissionais de RH só mudarão de atitude quando estiverem do outro lado ou quando forem processados pelas arbitrariedades cometidas e a tecnologia está ai para auxiliar a todos.

      Você não precisa me agradecer pelo espaço, pois ele é democrático e você será sempre muito bem-vindo com opiniões, indagações ou sugestões.

      Grande abraço e obrigadapor nos ilustrar (infelizmente) com outras situações desrespeitosas e antiéticas.

      Sucesso,
      Simoni Aquino

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  4. Realmente hoje em dia, parece ser um hábito de alguns profissionais de Rh não terem respeito com os candidatos que estão em busca de uma nova colocação no mercado de trabalho.

    A conclusão que chego é que os profissionais de Rh entre todas as coisas que foram mencionadas neste excelente artigo, é que esqueceram o significado da palavra “RETORNO”, tenho a máxima certeza que para essas pessoas, a palavra retorno significa “Esquecer que aquele candidato existe.” Pois até hoje em todos os processos seletivos que participei somente três agências de R&S se dignaram a dar retorno após o termino do processo seletivo, isso as agências já dos Rh ‘s das empresas nunca obtive esse retorno.

    Em sumula a área de Rh levanta uma bandeira que só é utilizada na teoria por que na pratica são poucos as empresas, consultorias e profissionais do ramo que realmente se preocupa com o ser humano. Acredito que cuidar de pessoas é simplesmente atentar-se para uma simples atitude. “ TER REPEITO PARA COM O SEU PROXIMO...”

    Se me permite um bom tema para um novo artigo seria um que já abordado no Linkedin: “Porque os profissionais de Rh nunca dão retorno, dos processos seletivos?”

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    1. Olá Hugo!
      Inicialmente quero agradecer-lhe por ter prestigiado o Blog e pela iniciativa em deixar seu comentário, que será sempre bem-vindo.

      Infelizmente, como em qualquer profissão, área ou segmento, encontramos bons e maus profissionais e no RH não é diferente. E o que me conforta é que não temos maus profissionais somente no RH, muito embora profissionalismo e ética deveriam ser situações primadas por qualquer profissional e não temos visto isto pelo mercado de trabalho afora.

      Quanto à sua sugestão, já escrevi um artigo que aborada justamente este tema, caso tenha interesse o nome do artigo é "A Ilusão dos Feedbacks em Seleções" através do link http://alemdorh.blogspot.com.br/2012/03/ilusao-dos-feedbacks-nas-selecoes.html

      Já me antecipo que trata-se de um artigo que gera discordâncias e críticas e que mesmo não concordando com o texto, todos tem no mínimo respeitar a liberdade de expressão e a opinião de um profissional da área em questão.

      Fique à vontade para emitir sua opinião, mas lembre-se que não invento tendências e apenas escrevo sobre as práticas e justificativas para as questões de forma isenta e profissional.

      Grande abraço e desejo-lhe muito sucesso!
      Simoni Aquino

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  5. Simoni,

    Fiquei encantada com o artigo, é uma realidade triste,porem fico feliz por existirem profissionais como você, que se preocupa com o bem estar do proximo e tem respeito com os candidatos.

    Abraços!

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    1. Olá Flavia!
      É tão triste de saber que tantas pessoas assim como você, ficaram encantadas com este texto...Isto significa o quanto o RH está desprovido de profissionais sérios, comprometidos com o ser humano e com a ética.

      Essa tem sido uma triste constatação e só aumenta a minha responsabilidade em manter-me íntegra e ética...mas tenha a certeza que ainda existem profissionais sérios e que atuam com amor e em respeito ao próximo com empatia.

      Agradeço imensamente pelas palavras de respeito e confiança depositadas em mim.

      Grande abraço e sucesso!
      Simoni Aquino

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  6. Olá Simoni,

    Parabéns pelo texto!

    Atualmente moro em Porto Alegre, porém vivi durante mais de vinte anos em São Paulo.

    Para ilustrar o que vem ocorrendo em todo o Brasil com os profissionais de RH, relato abaixo o que ocorreu comigo há pouco tempo...

    Entrei em contato com uma empresa de RH onde segundo eles, uma de suas especialidades era a consultoria para recolocação de profissionais. Como minha intenção era reavaliar minha carreira, ter a assessoria de uma empresa especializada seria no mínimo interessante.

    No dia agendado para um bate-papo com a Consultora (depois vim a saber que a Consultora era uma das Diretoras...), me apresentei no horário marcado e fui atendida trinta minutos depois com um pedido de desculpas. A justificativa foi de que a empresa costumava reunir os aniversariantes do mês e comemorar em um só dia. E aquele era o dia. Fiquei pensando: Por que não agendar em um horário mais adequado uma vez que o evento é mensal? Afinal eu era uma potencial cliente!!

    Passada esta primeira impressão desagradável, iniciamos nossa conversa com um simples "fale-me sobre você". Cumpri com a minha parte falando sobre minhas competências, empresas em que trabalhei, cursos, etc. Mas naquele momento já me sentia extremamente desconfortável. Tão logo ela demostrou que nossa conversa estava no fim, informei que aguardaria a proposta do projeto via e-mail como ela mesma havia mencionado e fui embora.

    Fiquei pensando em como esta empresa sobrevive... Afinal, eu desejava contratar seus serviços e fui atendida sem o menor cuidado e respeito. A Consultora não tinha o meu currículo em mãos, não sabia com quem estava falando, mas sabia porque eu estava ali!!
    Acabei rindo quando recebi a proposta e vi o valor a ser cobrado pelo projeto caso eu estivesse interessada. Retornei agradecendo a proposta e até hoje não recebi um único contato com a intenção de reformular o projeto ou para saber o que havia me desagradado!!

    Por isso reforço as palavras escritas acima pela Flavia Ambrosio Camilo: ainda bem que existem profissionais como você!

    Um abraço e sucesso!
    Silvana Meyer

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    1. Olá Silvana!
      Infelizmente você nos ilustra com uma vivência de desrespeito e por que não dizer, falta de ética de profissionais que se dizem de RH.

      RH ou Gestão de Pessoas, não é isto! Fico estarrecida com essas vivências negativas que avabam por denegrir a imagem dos profissionais que atuam corretamente, pois todos caímos em descrédito.

      Fico lisonjeada quando encontro profissionais que apesar das experiências negativas, ainda conseguer discernir e "separar o joio do trigo".

      E suas palavras de respeito e consideração, só me fazem crer que realmente estou no caminho correto. Pois meu diferencial é a empatia e o amor pelo que faço e a diferença está ai.

      Grande abraço e também lhe desejo muito sucesso em sua trajetória!

      Simoni Aquino

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  7. O comportamento da grande maioria dos gestores de RH, isso mesmo, a grande maioria...não sabem lidar com o "poder" que lhes é atribuído. Trata-se de um comportamento típico do ser humano, mas que devido a formação dos "Psicólogos de RH" era de se esperar sim algo mais humano. Infelizmente não se trata apenas de um caso isolado e não se muda de uma vez. Isso requer uma mudança gradual e conforme o mercado sofre consequencias por não encontrar os profissionais esperados, a mudança pode se tornar mais efetiva. Alguns terão que sentir no bolso para que outros se adaptem. Na parte que você sugere que possa ser uma estratégia do tal diretor, dá a sensação de um certo "corporativismo" oq é normal, mas gostaria de lembrá-los que o uma avaliação pode ser muito mais imples e mais de acordo com as expectativas do empregador. O momento da entrevista é normalmente a sensação mais clara de que o candidato poderá resolver a sua vida através da oportunidade e é natural que as emoções se aflorem, oq nao o torna incapaz. Ainda tenho a sensação de que os métodos de avaliação usados de um modo geral, são jurássicos. Eu mesmo já me saí muito mal com o RH e por indignação encaminhei um e-mail ao diretor da empresa que tratou da minha contratação pessoalmente. Das duas uma, ou os RH's se aproximam do candidato, entendendo suas angústias de um momento difícil da vida, de modo com q nao possa ser ignorado, ou se aproximam da empresa, e nao se limitem a tratar o assunto como psicologia e sim também como negócio.

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    1. Olá Felipe!
      Compreendo sua indignação e não fico alheia a seu sentimento, pois como profissional de RH e infelizmente, tomamos conhecimento de vivências de desrespeito e de falta de ética por parte dos profissionais de RH.

      Não entrarei no mérito de se é maioria ou minoria, mas devo lhe dizer que sua visão de RH é equivocada. Este equívoco talvez venha da falta de conhecimento da área, bem como de seus profissionais.

      O papel do RH é justamente estar "no meio" do caminho, fazendo a ponte entre o profissional e a empresa. Nem pender para um lado, bem como de outro. O equilíbrio é que deve nortear a posição dentro do RH em relação à organização. O problema é que este posicionamento depende da cultura organizacional e nem sempre a cabeça dos empresário, especialmente brasileiros, está voltada à um RH estratégico e não permite que o RH consiga atuar de forma equilibrada, essecialmente quando falamos de lideranças autocráticas, onde o profissional de RH não consegue atuar de forma mais humanizada, sem perder de vista os objetivos organizacionais, pois não estamos falando de organizações filantrópicas.

      Você é contraditório, pois o RH está desacreditado justamente por que os empresários e líderes enxergam o RH como um negócio ou recurso, sem enxergar o profissional como um capital intelectual que agregará com suas competências para a empresa. E por isto deve ser valorizado! Não como meros recursos!

      Devo alertá-lo que você está misturando RH e Psicologia e generalizando erroneamente. Eu por exemplo, sou RH por amor e vocação e não sou psicóloga. Sou tecnóloga formada em Gestão de RH e por isso, adminstradora de RH e tenho uma visão muito mais humanista e empática do que muito psicólogo que atua em RH.

      Independente de formação e titulação da graduação, o que manda é a vocação e os valores que temos como seres humanos. Os valores cultivados por mim são: empatia, respeito ao próximo e odiar generalizações e banalizações.

      Por isso meu Blog chama-se ALÉM DO RH, pois existe muito mais coisas que envolvem a Gestão de Pessoas do que o convencional nos aponta, RH para mim não é apenas uma área, é uma força de espírito, uma missão de vida e uma questão de valores humanos.

      Já que nos ilustrou com sua má experiência com o RH e sua titude com o diretor, nos conte se sua estratégia deu certo e se hoje está contratado pela empresa, já que faltou nos contar o desfecho que nos complementaria muito com sua pertinente vivência.

      Grande abraço e obrigada pelo brilhante debate!

      Sucesso!
      Simoni Aquino

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  8. Thiago Barros Melo11 de junho de 2012 13:47

    Olá Simoni,

    Ótimo artigo reflete bem o que acontece em algumas empresas com o tratamento dado aos candidatos na fase de entrevista ou de seleção para um cargo, em que os mesmo estão lá não pedindo favor ou outra coisa estão lá sim para conseguir uma oportunidade no mercado e que por isso devem sim ser tratados com respeito e dignidade mais é como você mesma diz a profissionais e profissionais por isso meus parabéns aos verdadeiros profissionais de RH que se empenham em tratar com respeito e dignidade as pessoas e continue sempre com esse seu trabalho pois são profissionais como você que dignificam o RH abraços e felicitações .

    att,

    Thiago Barros Melo

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    1. Olá Thiago!
      Inicialmente quero desculpar-me pela demora na liberação e resposta de sua mensagem, estive por quase 15 dias sem computador o que me obrigou a ficar ausente e agora é que estou retomando minhas atividades com o Blog.

      Infelizmente suas considerações são plenamente verdadeiras e mais comuns do que imaginamos, mas como você muito bem coloca, não podemos jamais nos esquecer dos bons profissionais, que buscam fazer o seu trabalho da melhor maneira possível, independente de suas limitações e barreiras que enfrentam.

      Obrigada por sua visão madura, são posturas profissionais como as suas é que estimulam os bons profissionais de RH a continuarem lutando por respeito, pois suas palavras são estímulo e nos mostra que estamos no caminho certo.

      Agradeço por suas palavras e posicionamento maduro!

      Grande abraço e desejo-lhe muito sucesso em sua trajetória pessoal e profissional!
      Simoni Aquino

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  9. Parabéns, devemos cada vez mais expor testemunhos destes para conscientizar estes vulgos profissionais que estão no lugar errado. Que bom que esta péssima impressão se deu logo no processo seletivo, desta forma, evitando assim problemas futuros. Teste de paciência da cadeira, é o que mais encontramos, o pensamento absurdo das empresas: Ele precisa, ele que espere! A empresa precisa entender que a necessidade é a mesma dos dois lados. O mercado vive aquecido e profissionais altamente qualificados possuem hoje a possibilidade de escolha, portanto, atentem-se ao tratamento, postura e respeito!

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    1. Olá Carla!
      Inicialmente peço-lhe desculpas pela demora na liberação e resposta de sua mensagem, pois estive por quase 15 dias sem computador o que me obrigou a ficar ausente e agora é que estou tentando ler meus emails e retomar minhas atividades com o Blog.

      Assim como você, não compreendo o fundamento do "chá de cadeira" que algumas empresas, na figura de seus RH´s e de gestores requisitantes, em iniciar a avaliação de um processo de seleção através de um teste de paciência, fazendo o candidato aguardar muito tempo o atraso dos selecionadores, com a "desculpa" de que esta "técnica" serve para avaliar a paciência, ansiedade, postura...blá blá blá!!!

      Empresas que utilizam este subterfúgio baixo são antiéticas e retrógradas e já demonstram desde a seleção, que a empresa não atua de maneira respeitosa em relação à sua Gestão de Pessoas. Não compreendem que o processo de seleção é uma via de mão dupla, pois como você bem disse, a necessidade é a mesma de ambos os lados: a empresa busca mão de obra qualificada e o profissional disponível busca recolocação em uma empresa que necessite de sua mão de obra.

      As empresas devem compreender de uma vez por todas que o profissional disponível no mercado de trabalho significa o potencial capital intelectual que pode vir a suprir as necessidades organizacionais.

      É tão simples de compreender este fato e infelizmente vemos muito disso acontecer, mas como em tudo no mundo tem suas exceções, existem excelentes profissionais atuando de maneira respeitosa, empática e ética por este vasto mercado.

      Agradeço sua contribuição e conto com você para divulgar este artigo para promovermos pensamentos positivos e éticos!

      Desejo-lhe muito sucesso em sua trajetória!
      Grande abraço,
      Simoni Aquino

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  10. Muito bom. Via de regra, os profissionais de rh são deselegantes e pedantes.
    Nunca prestam informações antecipadas. Isso é desumano, nada tem a ver com sigilo da vaga ou ética.

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    Respostas
    1. Olá (seja lá qual for seu nome)!
      Inicialmente gostaria de lhe informar que a boa educação nos ensina que em qualquer comunicação escrita, devemos nos identificar assinando nosso nome.

      Mas vamos ao que interessa e desculpe-me, mas não consegui compreender a linha de raciocício de seu comentário.

      Como sempre digo em vários de meus artigos (além de ser uma constatação das pessoas perspicazes), existem bons e maus profissionais em qualquer área e em qualquer segmento e obviamente que no RH não é diferente.

      Este artigo trata justamente de que embora existam os maus profissionais, também existem muito bons profissionais que atuam de maneira ética, correta e empática e eu sou um bom exemplo deste tipo de conduta e faço absoluta de somente conviver com outros profissionais de RH que atuam desta forma, por isso mesmo sou associada à ABRH e participo dos seus Grupos de Estudo.

      Portanto, você está REDONDAMENTE ENGANADO quando diz que "VIA DE REGRA". Você deixou seu comentário generalizando profissionais de RH, justamente no Blog de uma profissional de RH que luta e age de forma humanizada e com tremendo respeito aos profissionais disponíveis.

      Preste mais atenção aos comentários e artigos do Blog! Também preste mais atenção ao utilizar clichês da língua portuguesa, por que para toda a "regra" tem a sua exceção e tenho tido a satisfação e honra de conviver com inúmeras exceções!

      Não sei nem seu nome e muito menos sua profissão, mas avalie suas posturas e analise se você é elegante e cordial em suas posturas, como você considera que outros profissionais devem ser.

      Para podermos cobrar do outro, devemos ser exemplo!!! Eu posso responder por mim e posso lhe garantir que sou um bom exemplo dentro da minha profissão, pois atuo com amor, dedicação e empatia.

      Atenciosamente,
      Simoni Aquino

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Olá!
Por gentileza, antes de comentar leia nossos Termos de Uso, pois dependendo do conteúdo de sua mensagem ela poderá não ser respondida ou liberada.

Conto com a sua compreensão,

Simoni Aquino
Idealizadora e escritora do Blog Além do RH

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