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sábado, 17 de março de 2018

Por que você deve ser o escolhido para a vaga?

por Simoni Aquino

Essa é uma das perguntas mais feitas numa entrevista de seleção e muitos consideram essa uma questão banal. E de banal essa pergunta não tem nada!

Essa pergunta é estratégica, pois o selecionador tem como objetivo:
  • avaliar como o candidato se comporta frente a um questionamento capcioso;
  • verificar como o candidato se autoavalia, sua autoconfiança e sua capacidade de persuasão;
  • verificar a conduta ética do candidato frente aos demais concorrentes.

A entrevista é o momento do candidato "mostrar a que veio" a "vender seu peixe" e demonstrar como sua contratação poderá agregar ao time e o quanto a opção por você poderá contribuir para a empresa e ser um diferencial.

A pergunta pode ser explícita, mas para quem acha essa questão uma banalidade, do ponto de vista do selecionador ele passa o processo seletivo todo analisando minuciosamente cada candidato com uma pergunta na cabeça: qual o candidato mais adequado e que devo escolher para a vaga em questão?

Mas por que o selecionador fica com esse questionamento na cabeça? Simplesmente porque existem vários candidatos para uma mesma vaga e somente um pode ser aprovado. E no mundo corporativo concorrido de hoje, não há espaço para erros em seleções uma vez que a contratação e a demissão de um empregado é muito oneroso para a empresa.

Portanto, ao participar de um processo seletivo tenha em mente que se espera que o candidato traga resultados efetivos, que seja um bom gestor do tempo, que otimize recursos e faça mais com menos. Você pode usar esses argumentos para exaltar suas qualidades ao responder essa tão temida e criticada pergunta.

Saiba o que o diferencia de seus concorrentes e utilize esses pontos a seu favor.

Por hoje é só.
Abraço e até a próxima postagem!

quinta-feira, 15 de março de 2018

E quando solicitarem referências, o que faço?

por Simoni Aquino

Essa é uma pergunta recorrente a quem procura o Além do RH, há alguns anos eu escrevi um texto bem bacana sobre esse tema, clique aqui. Essa é uma pergunta a quem trabalha com recolocação e hoje vou procurar explicar novamente a importância de se ter referências positivas de antigos empregadores.

Existe uma teoria que diz que "contrata-se pelo currículo, pela experiência e demite-se pelo comportamento", ou seja, a conduta do profissional no cotidiano é determinante para a decisão da empresa em demitir o colaborador, porque hoje em dia em tempos de mercado de trabalho competitivo e baseado no alcance dos resultados, o comportamento do profissional é essencial.

Respeitar hierarquia, respeito às normas e procedimentos da empresa, obediência ao código de ética organizacional, saber trabalhar em equipe e lidar com os colegas de trabalho é fundamental para que a empresa avalie o colaborador positivamente.

Não entrarei no mérito das injustiças que inevitavelmente acontecem no mundo corporativo e nem na questão das lideranças inadequadas, mas hoje é essencial que o colaborador tenha uma conduta exemplar, pois ao sair da empresa e volar ao mercado de trabalho, tenha referências positivas. 

A pesquisa de referências é uma praxe muito utilizada nos processos seletivos e do ponto de vista do selecionador deve ser analisada com critério e parcimônia, pois ao levar em consideração uma análise como essa de forma isolada, pode haver injustiças caso a empresa não tenha fornecido referências positivas. Essa análise deve estar dentro de um contexto de análises de todo o processo seletivo. Da mesma forma que, existem empresas que para não se comprometer fornecem referências positivas, mas vagas, o que se torna apenas mais um procedimento pro forma dentro do processo seletivo.

Mas na dúvida, é sempre positivo que as referências sejam positivas pois não sabemos qual o peso terá no processo de seleção e da mesma forma, não sabemos qual será a conduta de seu antigo empregador.

Portanto, assim que der inicio ao seu processo de abordagem ao mercado de trabalho em busca de recolocação procure seus ex-empregadores e combine previamente que necessitará de referências e que conta com informações positivas a seu respeito. Mas não seja cínico, só tome essa atitude se você tinha um bom relacionamento com seu ex-empregador e que tenha saído da empresa de portas abertas. Caso contrário, o tiro poderá sair pela culatra.

De posse de um combinado prévio, quando participar de uma seleção e precisar informar os profissionais para referência, forneça o contato e em seguida contate essa pessoa, informando que está participando de um processo na empresa XYZ e que conta com suas referências positivas.
Referências positivas faz parte do networking e do marketing pessoal, que isso fique bem claro!

Mas e se você não tiver referências positivas? Ocorreu algum problema e você infelizmente não saiu de portas abertas? Quem nunca, não é?
Procure outros colegas de área, de preferência de um nível hierárquico acima do seu (e que você tenha relações positivas de coleguismo ou amizade) para lhe conceder essas referências. Mas em hipótese alguma fique sem referências, chegar numa empresa e deixar esse campo em branco é um forte indicativo que você tem algo a esconder e isso é um bandeira tremenda. E abre uma brecha danada para que o selecionador recorra a outros mecanismos para investigar a seu respeito, ok?

Por hoje é só, espero ter ajudado com esse texto a esclarecer essa dúvida.

Abraço e até a próxima postagem!

segunda-feira, 12 de março de 2018

Buscando uma orientação de carreira?

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segunda-feira, 5 de março de 2018

Segunda-feira, dia nacional de procurar "emprego"

por Simoni Aquino

Hoje é segunda-feira, dia tradicionalmente conhecido no Brasil como dia de iniciar regime e de procurar emprego.

Hoje vou falar da incessante busca por trabalho... não uso o termo emprego, pois ele nos dá a conotação de quem busca emprego não busca trabalho, o que em tempos de competitividade, passou a ser uma grande verdade.

Você sabe a diferença de emprego e trabalho no mundo corporativo atual?
Não o conceito legal... mas aquele conceito implícito... que tem mais a ver com comportamento... 
Então nem adianta mandar mensagens corrigindo as diferenças entre "relações" de emprego x "relações" de trabalho, pois não vou falar disso propositalmente, pois o foco do blog é falar sobre o comportamento dos desempregados para melhorar sua empregabilidade, ok?

Há algum tempo atrás, o emprego se referia à posição ocupada por aquele "funcionário" que batia seu cartão de entrada, ia para sua área e realizava o trabalho sem a preocupação com resultados efetivos e alcance de metas, afinal de contas "isso é coisa pros chefes se preocuparem" e depois ao final do expediente, ficava cinco minutos na frente do relógio de ponto esperando dar seu horário para ir pra casa. 

Ei, você age ou pensa assim? 
Se você respondeu sim, sinto lhe informar mas o mercado de trabalho não tem lugar para você!

Hoje a busca por recolocação demanda profissionais que busquem trabalho, ou seja, profissionais que utilize suas horas laborativas trabalhando efetivamente, realizando suas responsabilidades da melhor forma possível, otimizando o tempo e os recursos disponíveis, buscando trazer os melhores resultados e contribuindo com alcance das metas organizacionais.
Além do mais, não nos esqueçamos que ainda existem outras formas de trabalho: aprendizagem e estágio (que embora legalmente sejam vistos como formas diferenciadas de aprender na prática, podemos considerar um trabalho), autônomos, MEI´s, PJ´s e etc. Mas, o objetivo de todos é contribuir para o mercado de trabalho e para as empresas.

É... o mercado de trabalho mudou... e muito! 
Conseguiu sacar a diferença?

Costumo dizer que o mundo corporativo é uma selva de pedras e se o profissional desempregado não ir em busca de trabalho e quiser apenas um emprego, não terá sucesso na sua recolocação.

Portanto, inicie sua semana sabendo o que vai fazer para sua busca por recolocação e mantenha seu foco durante toda a semana em buscar trabalho, em melhorar o seu currículo, em buscar sua recolocação tendo em mente que o mercado de trabalho precisa de profissionais dispostos a trabalhar muito, a contribuir para resultados efetivos para o alcance de metas e que realizem seu trabalho da forma mais assertiva possível.

Pesquise vagas disponíveis em sites de emprego, em grupos de redes sociais, em agregadores de vagas. Converse com pessoas, peça indicações, seja cara de pau e reforce seu networking. Enfim, faça um movimento de busca, pois o trabalho não vai cair no seu colo se você ficar ai parado de braços cruzados sem fazer nada.

Vou deixar algumas indicações com links de milhares de consultorias de RH que divulgam vagas e/ou aceitam cadastro/envio de currículos no Brasil todo, assim você pode buscar sua recolocação de forma assertiva e focada:


Além dos links acima, se você precisar de um modelo de currículo, acesse aqui e você terá um modelo de currículo simples e funcional para ajudar na sua busca por recolocação.

Desejo a você sucesso na sua busca por trabalho e uma ótima semana!!!
Nos vemos na próxima postagem!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Você está se preparando para o desemprego?

por Simoni Aquino

Fonte da imagem: site Cálculo Exato
Você pode estar pensando:
- Como assim a Simoni está perguntando se estou me preparando para o desemprego?
- Imagina só que eu vou me preparar para ficar desempregado, que pergunta mais fora de propósito!

Será mesmo?
Eu te convido a refletir com honestidade: Alguém que atue em empresas da iniciativa privada está mesmo seguro no seu emprego?
Você acha mesmo que nunca será demitido?

Infelizmente, e principalmente em tempos de crise, nenhum empregado registrado está seguro em seu posto de trabalho, por mais competente que seja. Quando a empresa decide pelo desligamento de um empregado (sim, legalmente é assim que o colaborador é denominado), leva várias questões em consideração e não somente a questão técnica e comportamental do colaborador, mas também as questões financeiras da própria empresa.

Em tempos de crise, isso tem sido muito comum, afinal de contas a empresa paga uma altíssima carga tributária e cada empregado custa para empresa, 90% do equivalente ao valor de seu salário a título de tributos e impostos, ou seja, se você recebe R$1.000,00 de salário, seu custo para empresa é no total de R$1.900,00  aproximadamente. 

Com a incerteza econômica e política, a economia entrou em retração e as empresas estão vendendo menos e prestando menos serviço, dessa forma, a empresa necessita de menos mão de obra e consequentemente, diminui os postos de trabalho, com isso ocorrem as demissões.

Um característica muito forte em tempos de crise é que o mundo corporativo é o primeiro a sentir a crise dispensando seus colaboradores e são os últimos a acreditarem na recuperação dessa crise e portanto, a opção pelas recontratações dos postos de trabalho perdidos é a última, com isso o mercado de trabalho permanece desaquecido e a fila do desemprego enorme. Uma praxe comum é manter os quadros enxutos em suas áreas chegando até mesmo a sobrecarregar os colaboradores que permanecem.

Como quem está empregado não tem garantia de sua permanência no trabalho, é sempre melhor se prevenir e tomar algumas atitudes:

RENEGOCIE E QUITE SUAS DÍVIDAS 
Se você tiver dívidas, melhor analisar e verificar se não há a possibilidade de entrar em acordo com a instituição credora para quitar sua dívida. Em tempos de crise, muitas instituições preferem fazer um acordo e receber de uma vez, mesmo concedendo um desconto considerável para o devedor, para eliminar o risco de novo calote na mesma dívida.

CUIDADO COM O DESCONTROLE
Que tal investir numa planilha de planejamento financeiro? Colocar no papel o que entra e o que sai, faz com que você tenha noção exata do seu consumo mensal e verificar se há descontrole financeiro e havendo, você consegue se planejar para a partir de então, manter um controle rigoroso para gastar menos do que ganha.
Obs.: Caso queira um modelo eficiente de planilha de Controle de Orçamento Doméstico, clique aqui para fazer o download gratuito.

CONSUMA COM PARCIMÔNIA
Que tal começar a economizar no consumo de água e luz? Que tal reduzir seu plano de consumo de telefonia? Que tal procurar um pacote de tv a cabo mais em conta? E no mercado, posso eliminar os itens supérfluos de minhas compras? Que tal reunir seus amigos em casa e todos racharem a pizza do que você sair para jantar em restaurantes várias vezes ao mês? Consigo diminuir as sessões de cinema?

NÃO COMPRE POR IMPULSO
Que tal avaliar melhor na hora de comprar sapatos, bolsas, perfumes e eletrônicos analisando se há mesmo a necessidade adquirir o que deseja, ou se pode esperar mais um pouco?
Pense se você não resiste a uma promoção e se não resistir, analise se há mesmo a necessidade de adquirir o que está em liquidação.

POUPE, ECONOMIZE
Eliminado o descontrole financeiro, consumindo com consciência, diminuindo o desperdício, controlando os impulsos e investindo em um planejamento rigoroso, em questão de pouco tempo é possível até a começar a poupar. E é essa reserva financeira que é importante para o momento do desemprego, pois você até pode contar com a rescisão, com o FGTS e com as parcelas do Seguro-Desemprego, mas se sua recolocação demorar devido a crise, se você não tiver uma reserva financeira, sua vida pode se tornar um verdadeiro inferno. Especialistas em planejamento financeiro pessoal são unânimes em orientar que, todos deveriam sempre guardar em uma poupança ou aplicação financeira o equivalente a 10% de seus ganhos.

ENVOLVA SUA FAMÍLIA
Contar com a ajuda de sua família, envolvendo seus familiares (filhos e esposa, para os casados e mãe, pai e irmãos, para os solteiros) nas questões de economia doméstica e de planejamento financeiro é muito importante para que todos sejam parte dessa engrenagem. Todos devem se conscientizar que a vida não está fácil, que há uma crise real, que existe a possibilidade de uma perda de trabalho, que 2017 será um ano desafiador para todos. Não faça um drama para não pesar o ambiente e o convívio familiar, mas explique a eles que toda ajuda em casa será muito bem vinda para que o controle financeiro seja plenamente possível e não seja o único responsável por isso, compartilhe a responsabilidade com todos, para que todos façam a sua parte. Isso não deve ser motivo de vergonha e constrangimento para você, afinal de contas a união faz a força, ok?

INVISTA EM QUALIFICAÇÃO
Se mesmo depois desses argumentos todos você ainda pensar que não consegue investir em planejamento financeiro - o que é o ideal, que tal então se você invistir mais em você e na sua qualificação para turbinar o currículo? Assim, quando chegar o momento de você estar disponível no mercado de trabalho, você terá um currículo sólido, consistente e qualificado para buscar e batalhar por sua nova colocação.

Sou sempre uma pessoa muito positiva e otimista, mas estar preparado para o desemprego diante do mercado de trabalho atual e de todas as nuances políticas e econômicas que o Brasil vem enfrentando, não é ser alarmista ou "atrair o pior".

É simplesmente estar consciente que, o desemprego pode atingir qualquer profissional a qualquer momento e preparar sua vida pessoal e financeira para isso é sinal de maturidade.

Por hoje é só, abraço e até a próxima!

domingo, 4 de setembro de 2016

Dicas valiosas para enviar seu currículo a vagas divulgadas

por Simoni Aquino

  1. Básico: leia o anúncio na íntegra, ou seja até o final;
  2. Analise criteriosamente as exigências e os pré-requisitos constantes no anúncio da vaga para verificar se você os possui de verdade, tais como: faixa etária, formação acadêmica, experiência, conhecimentos, localização de residência, nível de idioma e etc.;
  3. Analise friamente as responsabilidades da vaga e avalie em sua carreira e/ou trajetória se você realmente apresenta as competências necessárias para assumi-las, para não correr o risco de ser demitido ainda na experiência;
  4. Nunca encaminhe seu currículo sem nenhuma mensagem no corpo do e-mail e sem dar um bom dia, boa tarde ou boa noite. Isso demonstra que você é educado;
  5. Formule um texto sucinto e profissional para induzir o selecionador a interessar-se por seu currículo. Tenha a certeza que, se você não o fizer outros candidatos farão;
  6. Se o anúncio exigir a pretensão salarial, não encaminhe seu currículo sem informar um valor mínimo;
  7. Se o anúncio exigir a pretensão salarial, não substitua um valor pelos  velhos clichês: “compatível com o mercado” ou “aberto a negociação” ou “de acordo com o mercado” OU “de acordo com o que a empresa oferecer”, afinal de contas você não vai querer que seu currículo seja deletado sem ao menos ser aberto, vai?
  8. Entenda que pretensão salarial significa informar valores (pelo menos o mínimo);
  9. Valorize-se enquanto profissional  e demonstre maturidade e lucidez em mensurar o seu valor no mercado de trabalho;
  10. Não tente forçar uma amizade ou aproximação artificial com o selecionador, achando que será mais bem avaliado por isto - pedir amizade no Facebook não adianta de nada;
  11. Não faça o trabalho do selecionador tentando convencê-lo ou persuadi-lo de que você é o melhor candidato, especialmente se não possui os requisitos divulgados no anúncio. O selecionador é o mais habilitado a isso;
  12. Não implore chances expondo problemas ou necessidades pessoais, o selecionador não é contratado para fazer filantropia;
  13. Não fique citando suas preferências religiosas, o selecionador não vai aprovar um candidato só porque ele é religioso ou porque pertence a essa ou aquela corrente religiosa. Esse não é um critério a ser considerado num processo seletivo realmente sério, ético e profissional, pois o enfoque é puramente de competências profissionais.
  14. Não faça spam de seu currículo, só se candidate a vagas com o seu perfil.

Com essas dicas vocês perceberão que, existe uma etiqueta para envio de currículos, que nada mais é do que ter bom senso para encaminhar seu currículo. 

As empresas são soberanas na determinação do perfil do profissional e das competências necessárias para ocupar a vaga divulgada, cabe ao candidato compreender que a empresa contratará aquele profissional que apresentar o perfil condizente às "suas" necessidades organizacionais.

Bom, é isso!
Sucesso e até a próxima!

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Sua busca por recolocação é assertiva?

por Simoni Aquino
Fonte da imagem: Google Images

Você manda, manda, manda inúmeros currículos há meses e não tem obtido sucesso?

Talvez seja hora de você refletir se a sua busca por recolocação está sendo realmente assertiva. 

Fazer uma análise bem crítica sobre as estratégias adotadas por você na busca por recolocação, pois as vezes um detalhe pode ser capaz de dinamitar as suas chances de recolocação, afinal de contas, ainda mais em tempos de crise com os índices alarmantes de desemprego, a concorrência é extraordinariamente grande e pode ser o detalhe a fazer diferença entre manter-se desempregado ou conquistar uma oportunidade de se recolocar.

Hoje trarei algumas dicas que são sutis, mas fazem toda a diferença nesta fase:

Metralhadora giratória
Você estabeleceu um critério para enviar seu currículo às empresas? Você estabeleceu um objetivo para sua carreira profissional?
Pois se você não estabeleceu nem critérios e nem objetivos claros, você vai sair por ai feito um desesperado enviando currículos para qualquer vaga. Isso é ineficaz!
Já via analista financeiro mandando currículo para auxilar de marketing, já vi porteiro mandando currículo para diretor administrativo, já me deparei com vendedor mandando currículo para departamento pessoal. E detalhe: nenhum deles com experiência nas áreas que se candidatou. Ah, já vi currículo com inglês básico se candidatando a uma vaga com exigência mandatória em inglês avançado.
Fica a reflexão: É desespero pelo desemprego e considera que essa artimanha surtirá algum efeito? Ou aproveita-se a divulgação de uma vaga, para aproveitar que o e-mail do selecionador está sendo divulgado para encaminhar seu currículo para um Banco de Talentos?
Nada disso surte efeitos positivos. Seja criterioso, analise a vaga com cuidado, analise os requisitos exigidos, verifique se sua experiência ou qualificação acadêmica condizem com a vaga. Se sim, encaminhe seu currículo. Se não, não adianta mandar seu currículo, pois ele será descartado, simplesmente pois você não se enquadra à vaga e terão centenas de outros profissionais que se enquadrarão e por quê a empresa deveria oportunizar você, e não quem realmente tem o perfil condizente ao que empresa busca? 
Seria injusto, não acha? 
Fazer SPAM de currículo não adianta nada, já escrevi um texto sobre isso inclusive dizendo que spam de currículo é falta de educação, leia aqui! Fica a dica.

Mandar currículo ou se candidatar a uma vaga não é garantia de contato
Estamos vivendo uma das piores crises de desemprego na história do país, portanto, são milhares de profissionais em busca de recolocação e consequentemente, milhares de currículos são enviados diariamente às empresas. Assim senso, é muito fácil compreender que para o selecionador é humanamente impossível responder a todos, muitas vezes por contenção de despesas, muitas empresas não disponibilizam um e-mail só para recebimento de currículos e assim, é impossível manter aquela mensagem automática agradecendo o currículo.
Esteja ciente que, fatalmente somente os currículos dos profissionais que serão convidados para participar de entrevistas é que serão contatados, no momento mais oportuno para a empresa, ou seja, quando a empresa disponibilizar a vaga, Caso contrário, você não será contatado. 
Esse é o mercado! 
Você, candidato, conscientize-se que as empresas mantém seus quadros enxutos e as empresas não tem como manter um profissional no RH somente para agradar você enquanto candidato no mercado de trabalho, para lhe fazer um contato para dizer que seu currículo será analisado. Pés no chão, fica a dica!

Seja educado, no mínimo
Enviar currículo para a caixa postal de um selecionador ou de qualquer colaborador da empresa e nem ao menos colocar o assunto em questão, ou seja, o envio do seu currículo e não escrever nenhuma mensagem e nem ao menos dar um bom dia, ou um boa tarde, ou um boa noite... Sinto muito, seu currículo fatalmente irá diretamente para a LIXEIRA.
Se um candidato não demonstra toda a sua capacidade de ser respeitoso e educado num momento tão importante para si que é o envio de seus currículos, imagine depois de empregado? Vai passar pela pessoa da limpeza e não vai dar bom dia, né? (já vi muito disso acontecer). E quem não dá bom dia pros colaboradores de base, que tem sua fundamental importância dentro de uma empresa, pelo menos na minha análise não serve para estar no mercado de trabalho, pois mostra que não respeita os próprios colegas de trabalho, independente do nível hierárquico.

Seja estratégico
Leia as vagas com atenção, analise minuciosamente os critérios de exigência da vaga e somente se candidate se tiver a certeza absoluta que você apresenta os requisitos da vaga.
Ficou com dúvida sobre algum ponto em específico? Caso a vaga tenha o nome da empresa, ligue para o RH da empresa e tire a sua dúvida diretamente com o selecionador, demonstrar seu profissionalismo e sua educação nessa ocasião poderá ser determinante para que você seja convidado para participar da entrevista. 
Não existe vaga aberta com o seu perfil e você tem o interesse de atuar em determinada empresa, ligue para o RH da empresa e converse com o selecionador, ao encaminhar seu currículo, cite no corpo do e-mail que você conversaram ao telefone, isso reforçará o seu contato e demonstrará que você é profissional e não invasivo.
Ai você me pergunta: - Não consigo o telefone do RH da empresa, o que devo fazer? Muito simples, joga o nome da empresa no Google, entra no site da empresa, vá em contato e ao telefone solicite falar com o responsável pelas Seleções da empresa. 
Isso é fácil! 
Basta ter vontade e determinação.

Eu tive um amigo, que é um dois pioneiros das divulgações de vaga no Brasil através de grupos de internet, o João Honório sempre dizia: buscar trabalho já é pro si só um trabalho, você deve procurar o trabalho das 8 às 18 para conquistar uma posição no mercado de trabalho. 
Nada cai do céu e a responsabilidade pela recolocação do profissional não é do RH e sim do próprio profissional.

Bom, é isso!
Sucesso e até a próxima!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Headhunting e headhunter. Você os compreende?

por Simoni Aquino 
Fonte da imagem: Internet
Headhunting significa “caçando cabeças”. Também conhecido como Executive Search é um serviço especializado de identificação e indicação e recrutamento e seleção de “executivos” para ocupar cargos de alto escalão em aberto nas empresas. Esse serviço é contratado pelas empresas que necessitam dos executivos, portanto não é um serviço voltado à Pessoa Física.

Headhunter significa “caçador de cabeças” e são profissionais especializados em headhunting. São contratados pelas empresas para “caçar” no mercado de trabalho, profissionais que a empresa-cliente precisa admitir, buscam os executivos top de linha e normalmente trabalham com nomes de profissionais pré-estabelecidos e almejados pela empresa contratante.

CONTEXTO HISTÓRICO 
O primeiro headhunter de que se tem conhecimento foi Thorndike Deland, que surgiu no mundo corporativo americano nos anos 20 atuando no recrutamento de profissionais para os escalões inferiores de organizações privadas e para o Depto. de Guerra dos EUA.

Já nas décadas de 50 e 60, surgiram outros headhunters que conquistaram amplo reconhecimento: Em 1951 - Ward Howell e Canny Bowen (ambos originários da renomada empresa de consultoria McKinsey & Cia); em 1953 - Sidney Boyden, Heidrick e Struggles; em 1956 - Spencer Stuart (os quatro foram ex-consultores da Divisão de Recrutamento e Seleção da Booz Allen & Hamilton); em 1969 - Korn and Ferry (ex-consultor da Peat Marwick Mitchell) e Russell Reynolds (ex-bancário).

Todos se destacaram não só pelo caráter, nível de profissionalismo, visão holística ou pelos conhecimentos profundos sobre o negócio, mas também pela sólida rede de relacionamentos que construíram ao longo de suas carreiras, especialmente com os altos escalões das organizações.

A década de 70 para os headhunters foi essencial, pois marcou a expansão de suas atividades de negócios em escala mundial, aproveitando a expansão da economia global e local o que possibilitou a instalação de escritórios de headhunting na Europa, Ásia e América do Sul. Atualmente, o Brasil conta com grandes empresas nacionais e multinacionais de Headhunting desfrutando de boa reputação já que prestam serviços sérios e consolidados a seus clientes. 

ÉTICA DO PROCESSO
Existem vários críticos em relação à atuação ética do processo de headhunting uma vez que o foco dos headhunters são os profissionais que estão trabalhando em concorrentes de seus clientes e, portanto a tradução “caçador de cabeças” virou sinônimo de “ladrão de profissionais”.

Alguns empresários comparam a prática de headhunting à espionagem industrial ou concorrencial e portanto a considera antiética, já que é capaz de desestabilizar uma empresa que está indo bem em sua gestão, pois o executivo que está focado em sua atuação passa a ser assediado por algum headhunter e sua saída, que não estava em seus planos naquele momento, passa a ser considerada, já que o concorrente oferece remuneração, desafio profissional, autonomia e condições de trabalho às vezes mais atrativas do que sua realidade atual, consideram que esse assédio pode inclusive comprometer a performance do executivo.

Sem entrar no mérito de questões éticas, uma coisa devemos analisar e ponderar: nenhuma empresa é dona de seu quadro de colaboradores, ou seja, o executivo não é um bem permanente e tem o direito de decidir o que é melhor e mais adequado para a sua carreira profissional e se é o momento de deixar ou permanecer na empresa atual - ou na que o deseja. Além do mais, se existem consultorias especializadas em headhunting, é por que há demanda e se há demanda é por que existem empresários solicitando este serviço especializado. 

COMPETÊNCIAS DO HEADHUNTER
* Identificar, conhecer e refletir sobre o mercado de trabalho e a mão de obra executiva em todos os segmentos;
* Conhecer e aprimorar técnicas de negociação e habilidades de persuasão, investigação, rastreamento, monitoramento, recrutamento e seleção de executivos (especialmente os profissionais já colocados);
* Utilização, tabulação de testes comportamentais específicos para executivos;
* Confidencialidade, é absolutamente necessário o sigilo das informações não só em relação às empresas concorrentes de seu contratante, mas também em relação à integridade do seu profissional/candidato.

SINERGIA ENTRE HEADHUNTING E OUTPLACEMENT
Num dos artigos anteriores, foi abordado o Outplacement e já compreendemos como se dá esse processo e sua abrangência. Já que os headhunters realizam uma varredura no mercado à procura de executivos para seus clientes, podem estabelecer uma relação sinérgica com os especialistas de outplacement em busca de indicações, uma vez que ambos se beneficiam dessa relação de parceria.

Os headhunters ganham, porque são contratados pelas empresas para buscarem executivos de acordo com o perfil de seu cliente para preencher a posição em aberto e; os consultores de outplacement também ganham, porque através dos headhunters realizam a ponte entre o profissional que estão acompanhando e o mercado de trabalho. 

CARACTERÍSTICA ESSENCIAL – E SUA REAL ATUAÇÃO
A principal característica do processo de Headhunting são as técnicas de rastreamento de profissionais que estão trabalhando, pois são esses os executivos alvos deste processo.

Hoje existem profissionais se colocando como headhunters e oferecendo seus serviços a profissionais disponíveis e de qualquer nível hierárquico. Fuja desses profissionais, são pseudo-headhunters. Os verdadeiros headhunters trabalham apenas com o alto escalão e preferem os executivos empregados, somente após esgotados os nomes dos executivos empregados é que eles partem em busca dos executivos desempregados.

Como a consultoria de headhunting é contratada pela empresa que precisa contratar o executivo, nenhum headhunter deve cobrar nenhum valor de pessoa física, ou seja, do profissional escolhido, apenas cobrará da própria empresa contratante de seus serviços.

Se o profissional disponível for abordado por algum headhunter e este cobrar por seus serviços, já sabe: tome cuidado!

Abaixo algumas reportagens sérias que abordam este assunto:



domingo, 14 de outubro de 2012

Outplacement. Você compreende?

Fonte da imagem: internet
por Simoni Aquino

No artigo anterior,  foi abordado sobre "consultorias" que cobram de candidatos para participar de processos de seleção e para que não haja confusões, hoje abordarei um trabalho sério que não deve ser confundido com outros processos de apoio à recolocação de profissionais.

O Ouplacement é um termo ainda incompreendido por muitos profissionais (até mesmo por quem é da área de RH e que deveria saber) e que geram dúvidas e controvérsias sobre o papel desempenhado por esses profissionais e sobre a abrangência de sua atuação.

O outplacement não é relativamente novo, foi criado na década de 60 nos EUA e teve como objetivo ser uma ferramenta na Gestão de RH de empresas dos segmentos aeroespacial e eletroeletrônico visando auxiliar cientistas e engenheiros em busca de recolocação no mercado de trabalho, que foram demitidos devido à crise vivida pelos segmentos nessa época. Essa ferramenta chegou ao Brasil nos anos 80, em 1990 as primeiras consultorias especializadas se instalaram por aqui e hoje o processo é utilizado por grandes empresas.

SIGNIFICADO
Outplacement significa “saída e recolocação”, ou seja, são os serviços de orientação e apoio especializado para que executivos demitidos possam encontrar recolocação no mercado de trabalho.   
De acordo com a AOCFI (Association of Outplacement Consultancy Firms International), que é a associação que regula internacionalmente essa atividade, o Outplacement é um processo que estrutura as bases profissionais, com o objetivo de auxiliar o profissional a compreender sua dispensa de forma humanizada e a vislumbrar o mercado de trabalho de modo consciente, racional e organizado para que possa conquistar sua recolocação em curto espaço de tempo e com mínimo impacto negativo. 

MODALIDADES 
Outplacement individual O processo tem como objetivo oferecer suporte ao executivo que será desligado e normalmente o processo se estende até que o profissional consiga recolocação no mercado de trabalho.
Outplacement em grupo Essa modalidade ocorre em casos de demissões que abrangem um número maior de profissionais, que ocorrem quando das aquisições, fusões e processos de reestruturação organizacional. É a alternativa mais comum quando as demissões envolvem profissionais de posições gerenciais.

INÍCIO DO PROCESSO
O processo inicia-se antes mesmo do executivo tomar conhecimento da sua dispensa. O alto escalão decide pelo desligamento do executivo e comunica a decisão para o RH, que fará a intermediação entre a empresa e a consultoria especializada em outplacement, elaborando o planejamento das ações que serão realizadas durante o processo.

Antes que os desavisados reclamem das demissões, informo que não entrarei no mérito da decisão do desligamento dos profissionais de forma geral, não cabe nem a mim e nem a ninguém julgar as empresas, pois elas são soberanas em suas decisões e sabemos que existem centenas de motivos que as levam a demitirem seus colaboradores. 
Ainda hoje vemos, absurdamente profissionais reclamando da "injustiça" dos desligamentos, como se as empresas não pudessem decidir pelo futuro organizacional que melhor lhes convêm. Absurdo é o profissional em pleno século XXI ainda considerar que demissões são injustas, de não ter o mínimo de senso crítico em reconhecer que os contratos de trabalho são uma via de mão dupla e que podem ser rescindidos a qualquer momento, aliás esta é uma abordagem realizada do ponto de vista legal, basta consultar a CLT.

COMUNICAÇÃO DO DESLIGAMENTO 
O desligamento é realizado com a máxima transparência, sem omitir informações sobre o motivo real da dispensa e após a comunicação dá-se início ao trabalho efetivo de outplacement. O profissional especialista em outplacement irá orientar, assessorar e preparar o executivo demitido na redefinição de sua trajetória profissional seja na busca por outro emprego, atuação como consultor, opção pela abertura de negócio próprio – ou até mesmo da aposentadoria se for o caso.

BENEFÍCIOS
Quando a empresa opta pelo Outplacement, é sinal de respeito e dignidade. É saudável para ambos os envolvidos: organização e profissional demitido.

Empresa - Contribui para consolidar uma imagem positiva da empresa, pois demonstra o reconhecimento do trabalho executado pelo profissional egresso e também por que atua de forma socialmente responsável e em sintonia com as novas demandas do mundo atual. Além do mais, favorece a qualidade do clima organizacional para os colaboradores que permanecem na empresa, pois enxergam a preocupação da empresa com o profissional que está sendo desligado. 
Executivo dispensado - Representa um essencial diferencial competitivo frente à seus concorrentes no mercado de trabalho, já que minimiza os impactos negativos do seu desligamento, pois demonstra que, mesmo não necessitando mais dos serviços do executivo, a empresa o valoriza, o apoia no planejmaneto de sua carreira e oferece uma validação à sua contratação em outra empresa (ou projeto que optar conduzir).

O PROCESSO
O Outplacement não é simplesmente contribuir na recolocação, a atuação do processo é mais abrangente:

* Comunicação do desligamento do profissional;
* Auxílio na elaboração do currículo e da formatação do perfil em redes profissionais como Linkedin;
* Divulgação do perfil do profissional em consultorias de recrutamento e seleção e em empresas de headhunting;
* Apresentação do perfil do profissional a executivos de empresas com poder de decisão;
* Orientação no balanço da carreira, realinhando objetivos pessoais e profissionais;
* Desenvolvimento de networking e como cuidar desta rede;
* Orientação em técnicas de marketing pessoal e de negociação;
* Incentivo na busca de aprimoramento e desenvolvimento contínuo do profissional. 

ALVO
Não se iluda: Os alvos do processo de Outplacement são os executivos de alto escalão, embora existam algumas empresas que também oferecem esse apoio aos profissionais de média gerência, mas esses casos são mais raros.

Outra coisa: 
Se você já está desempregado e batalhando no mercado de trabalho, não acredite que deva contratar serviços de Outplacement ou ser "alvo" deste tipo de serviço, mesmo que seja executivo. Lembre-se esse é um processo de apoio, pela empresa que o executivo será desligado! 

CUIDADO
Muita atenção com as consultorias que oferecem serviços de Outplacement aos profissionais disponíveis! Como abordado no texto, esses serviços são contratados pelas empresas para apoiarem seus “executivos” (e às vezes, médias gerências) no processo de recolocação.

O que ocorre é que, muitas consultorias estão “vendendo” serviços de outplacement aos profissionais disponíveis e esse não é o foco de atuação de um verdadeiro especialista em outplacement. 

Existem muitas pseudo-consultorias e pseudo-profissionais de RH abusando do momento delicado de desemprego dos profissionais e oferecem serviços diversos, deturpando a essência verdadeira do processo. Lembre-se que, o desemprego virou um nicho de mercado e muitos querem lucrar com este delicado momento, portanto “não leve gato por lebre” e esteja muito atento. Não se desespere, pois ser racional é o mais importante em fase de desemprego.

Não perca os próximos artigos, abordarei Headhunting, Mentoring, Couseling, Coaching e Holomentoring.

Este texto é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Contribuição para sua recolocação

Fonte da imagem: Internet
por Simoni Aquino

Em mais de 6 meses de existência, abordando temas sobre RH e Gestão de Pessoas, Recolocação Profissional e Mercado de Trabalho - o Blog Além do RH vem contribuído com inúmeros profissionais disponíveis ou não, de RH ou de outras áreas, compartilhando pontos de vista e orientações.

Textos, sites e blogs sobre esses temas - a internet está repleta, mas poucos textos abordam os assuntos propostos com empatia, isenção e levando em consideração ambos os lados, sem julgamentos de valores e sem imposição, pois ninguém é dono de uma verdade absoluta. O Blog Além do RH difere por considerar que, o essencial é que os leitores sejam estimulados a pensar e analisar as situações com bom senso e especialmente, senso crítico.

Abordando de forma mais aprofundada vários temas importantes em relação à Recolocação e Mercado de Trabalho, o Blog Além do RH já ofereceu alguns artigos importantes, visando auxiliar os profissionais disponíveis em busca de recolocação profissional:

- O significado do importante termo Empregabilidade 

- Qual a necessidade de se investir em Marketing Pessoal 

- Dicas de como elaborar um currículo eficaz , se o currículo está atrativo e quais os erros mais cometidos nos currículos 

- Dicas de como enviar seu currículo a selecionadores, ao candidatar-se a uma oportunidade de trabalho divulgada 

- Explicações de que SPAM ou Panfletagem de currículo é falta de educação 

- Explicações de como funciona o processo de recrutamento 

- Explicações de como funciona o processo de seleção 

- Explicações do que é uma Seleção por Competências 

- Dicas de como se comportar em entrevista 

- A importância do QI ou Networking 

- Dicas de vestimenta adequada para participar de entrevistas 

- Dicas sobre comportamento adequado em redes sociais e profissionais 



- Redações em processos de seleção

O texto deste artigo, bem como os dos links indicados são de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

O novo perfil de profissional


por Simoni Aquino
Fonte da imagem: Internet

No artigo O Mercado de Trabalho Mudou. E eu com isso?, foi abordada amplamente a questão da nova configuração do mercado de trabalho na atualidade, onde vivemos a Era do Conhecimento e da Informação.

Outro artigo já publicado aqui no Blog Além do RH e que indico para leitura é o Conhecimento e informação como diferenciais em processos de seleção que justifica a extrema necessidade da busca por informação e conhecimento como forma de sobrevivência no atual mercado de trabalho.

Vemos muitos profissionais apresentando inúmeras dúvidas em relação ao mercado de trabalho, seja por falta de compreensão das exigências no mercado em si, seja pela incompatibilidade entre exigências x salário, seja pela globalização e a escassez de mão de obra de alguns setores e a vinda de profissionais estrangeiros para suprir essa escassez, seja pela grande preterições de candidatos em processos de seleção entre outros fatores que ainda causam dívidas.

Óbvio que não há condições de analisar o mercado de trabalho de forma pontal, uma vez que nosso país apresenta dimensões continentais e existem variações de acordo com a empresa, tipo de empresa, segmento de negócio, posição hierárquica e classificação do capital injetado, dentre outros. 
Mas não precisamos ser um gênio para compreender que os profissionais atualmente não devem se preparar para essa ou aquela empresa, mas sim para ele mesmo enquanto profissional e consequentemente, para o mercado de trabalho de uma forma geral. Esse ponto ficando muito bem compreendido, torna-se justificável a exigência de algumas características globais e essenciais para que o profissional sobreviva à nova realidade corporativa brasileira, que são:
  1. Apresentar competências comportamentais adequadas 
  2. Possuir habilidades de comunicação (escrita e verbal); 
  3. Saber trabalhar em equipe respeitando as diversidades;
  4. Capacidade de liderar com eficiência;
  5. Compreender como se dá o Processo de Gestão por Competências;
  6. Perceber as oportunidades e os problemas com certa antecedência - proatividade;
  7. Ter uma boa capacidade de adaptação e flexibilidade; 
  8. Estar familiarizado com as tecnologias que já não são tão novas, mas que estão em constante evolução;
  9. Ser implicado em uma eterna busca por aprimoramento; 
  10. Possuir uma área de aptidão ou vocação e especializar-se nela; 
  11. Possuir visão generalista dentro de sua área de especialização e atuação; 
  12. Embora especializar-se em determinada área, apresentar perfil multifuncional e multicultural; 
  13. Ser dotado de atitude, iniciativa e focos em resultados;
  14. Ter ambição (não ganância) por crescimento profissional, pessoal e financeiro;Ser ético nas relações; 
  15. Ao decidir mudar de área de atuação, buscar especialização na nova área ao cursar uma gradução, realizando estágio para buscar experiência - Será abordado mais aprofundado em artigo futuro;  
  16. Manter sempre a orientação voltada aos resultados e ao cliente;
  17. Apresentar excelentes referências profissionais de ex-empregadores e ex-gestores; 
  18. Desenvolver fluência em outros idiomas.
Não há como mensurar em percentual (nem é esse o foco do Blog), o quanto essas orientações e constatações contribuem para a recolocação e a permanência do profissional no mercado de trabalho, mas o fato é que algumas situações tanto na vida pessoal quanto profissional, não necessitam de indicadores para que sejam constatadas, basta apresentar bom senso para analisar de forma sistêmica. 
Como no mercado de trabalho há vários concorrentes, o profissional pode apresentar tudo o que falamos até aqui, e mesmo assim ainda serem preteridos em processos de seleção, por conta de seus concorrentes estarem (possivelmente) igualmente preparados.

Lógico que não sou Alice (aquela do país das Maravilhas) e não saiba que a conduta de alguns maus ou desqualificados profissionais de RH, algumas indicações antiéticas e mudanças de percurso dentro do processo seletivo, podem interferir na lisura das seleções em empresas e consultorias, mas o foco do artigo não é esse e podemos tratar sobre esse assunto numa próxima oportunidade.


Obviamente que, existem os profissionais incrédulos que duvidam e discutem sobre a existência, necessidades e resultados sobre orientações como essas, mas a esses informo que não posso agradar (nem é esta a intenção do Blog), mas devo apenas respeitar suas opiniões. E não adianta acharem ruim e ficarem nervosos comigo, não dito normas e muito menos tendências no mercado de trabalho, apenas exponho a forma como o mercado de trabalho se apresenta e atua hoje em dia e como os profissionais disponíveis devem se adequar à esta nova configuração.

Especialmente por que devemos nos lembrar que as mudanças e/ou adaptações, dependem única e exclusivamente do próprio profissional, bem como das opções e do direcionamento que realiza para sua trajetória profissional.

Afinal de contas, cada um tem o livre arbítrio para ler o que melhor lhe convir e a partir dai aprimorar o senso de avaliação e senso crítico para realizar suas próprias opções e ações, mas podemos concluir que hoje em dia com o advendo da internet não se justifica a falta de informação para justificar estagnação e falta de opções atrativas para recolocação, pois podemos encontrar milhares de divulgações de trabalho. 

Mas lembre-se, o mercado de trabalho analisa que as melhores oportunidades devem ser oferecidas aos profissionais realmente mais bem preparados!

Este texto é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas
 

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