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quarta-feira, 21 de março de 2018

Assembleia na carpintaria, lições de gestão de conflitos

Autor desconhecido

"Contam que na carpintaria houve uma estranha assembleia, uma reunião de ferramentas para acertar suas diferenças. Um martelo exerceu a presidência, mas os participantes lhe notificaram que teria que renunciar.
A causa? Fazia demasiado barulho; e além do mais, passava o tempo todo golpeando. O martelo aceitou a sua culpa, mas pediu que também fosse expulso o parafuso, dizendo que ele dava muitas voltas para conseguir algo.

Diante do ataque, o parafuso concordou, mas por sua vez, pediu a expulsão da lixa. Dizia que ela era muito áspera no tratamento com os demais, entrando sempre em atritos. A lixa acatou, com a condição de que se expulsasse o metro que sempre media os outros segundo a sua medida, como se fora o único perfeito. Nesse momento entrou o carpinteiro, juntou o material e iniciou o seu trabalho. Utilizou o martelo, a lixa, o metro e o parafuso. Finalmente, a rústica madeira se converteu num fino móvel. 

Quando a carpintaria ficou novamente só, a assembléia reativou e disse: “Senhores, ficou demonstrado que temos defeitos, mas o carpinteiro trabalha com nossas qualidades, com nossos pontos valiosos. Assim, não pensemos em nossos pontos fracos, e concentremos-nos em nossos pontos fortes”.

A assembléia entendeu que o martelo era forte, o parafuso unia e dava força, a lixa era especial para limar e afinar as asperezas, e o metro era preciso e exato. Sentiram-se então como uma equipe capaz de produzir móveis de qualidade. Sentiram alegria pela oportunidade de trabalharem juntos. 

Ocorre o mesmo com seres humanos, especialmente no mundo corporativo, basta observar e comprovar: quando uma pessoa busca defeitos em outra, a situação torna-se tensa e negativa e ocorrem os conflitos organizacionais às vezes até envolvendo rivalidades entre áreas, setores ou departamentos; ao contrário, quando se busca com sinceridade os pontos fortes dos outros, florescem as melhores conquistas humanas e de equipes, fora a interação entre as equipes de setores distintos. 
É fácil encontrar defeitos, qualquer um pode fazê-lo, mas encontrar qualidades…isto é para os sábios!"

Antes de julgar o outro, faça uma autoanálise e veja se está cobrando ou julgando o outro justamente num ponto onde você mesmo falha. 

Por hoje é só, abraço e até a próxima postagem.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Duelo de Titãs: Um paralelo entre o filme e as organizações


Fonte da imagem: internet
por Simoni Aquino

Esse filme aborda questões sobre Liderança, Administração de Conflitos e Trabalho em Equipe e trabalha competências que serão citadas ao longo dessa apreciação crítica.

Conta a história de um grande treinador negro escalado para treinar um time cujo antigo treinador era branco, num país que vivia o auge da segregação racial. Seu desafio era promover a integração entre brancos e negros e minimizar os efeitos do racismo no esporte, fazendo com que seus atletas trabalhassem em equipe em prol do objetivo de conquistar o torneio.

Quanto ao contexto histórico, o filme revive os EUA da década de 70, época em que o país passava por seríssimos conflitos raciais, uma vez que a população negra não possuía os mesmos direitos da população branca; não tinham direito ao voto, não podiam frequentar as mesmas escolas, bares e restaurantes que os brancos e especialmente, não podiam morar nos mesmos bairros onde a população branca vivia. 

Porém, no auge dessa segregação racial, para minimizar a violência provocada pelos conflitos raciais, foi decretada uma lei onde deveria haver a integração entre os brancos e os negros. Nesse momento, um treinador negro chamado Herman Boone, interpretado por Denzel Washington, é escalado para comandar um time de futebol americano e ocuparia a vaga de um treinador branco que tinha muita empatia com os jogadores brancos. 

Surge então, o grande desafio proposto pelo filme: “vencer a relutância dos negros e dos brancos que não queriam aceitar tal integração, vencer todos os desafios e levar o time a um título consagrador”. A maneira como Herman Boone encarou o desafio tendo que lidar com a desconfiança, intolerância e a não aceitação dos jogadores brancos, fez com que ele treinasse o time tendo de quebrar os paradigmas impostos pela diferença de raça, promovendo a integração e dessa forma, permitindo que a equipe chegasse às vitórias necessárias e conquistasse o título.
O primeiro passo foi mandar todos os garotos, negros e brancos para realizarem uma pré-temporada a fim de buscarem a união e superarem os conflitos existentes. Deveriam ficar isolados em um clube de campo, assim seriam obrigados a conviver e aos poucos iriam se conhecendo, vencendo as diferenças pessoais e culturais e os preconceitos raciais e; concentrados, manter-se-iam distantes do clima hostil que existia naquele momento na sociedade. 

Esse passo foi crucial para a integração de todos. 
Além disso, da mesma maneira, houve a superação das diferenças entre o treinador negro e seu atual auxiliar técnico - que era o antigo treinador do time e que tinha resistências quanto à sua substituição por um negro, situação agravada pelo fato de que os técnicos tinham temperamentos e métodos diferentes de treinar, já que um era paternalista e o outro, autocrático. 

Possuindo habilidades como espírito de trabalho em equipe, capacidade de gerir conflitos, determinação, foco nos resultados, espírito de liderança, dedicação, respeito e perfeccionismo, Herman Boone conseguiu a confiança de todos. E dessa forma a equipe cumpriu a meta estabelecida: Vencer o grande torneio e principalmente, vencer o preconceito racial. 

Comparando o filme a uma organização, percebe-se que as habilidades que o técnico possuía são necessárias para que um líder alcance os objetivos propostos pela Organização; e isso faz com que os colaboradores estejam engajados com a vitória, tenham comprometimento, motivação da equipe, espírito de superação, autoconfiança e foco nos resultados.

Pode-se concluir que em todos os campos de nossa existência, seja na vida acadêmica, pessoal, social ou profissional, devemos nos conscientizar e cultivar dentro de nós que:
* Os seres humanos são iguais independente de raça, credo, condição sexual, ou orientação sexual;
* O que nos diferencia é a diversidade das características comportamentais, já que todos apresentamos qualidades ou limitações diferentes;
* A existência do conflito é salutar, pois aprendemos a ouvir outros pontos de vista e trabalhar habilidades como empatia, flexibilidade e jogo de cintura;
* O que é realmente importante é a união em torno de um mesmo objetivo;
* Aceitar o próximo como ele é e não como gostaríamos que ele fosse;
* Vencer barreiras dos preconceitos e das generalizações;
* E principalmente, respeito entre as pessoas.

Nas organizações, convivemos com pessoas de personalidades, credos, raças, orientação sexual e valores distintos; e esse filme é um grande exemplo da convivência e da cooperação. Nos mostra o quanto é importante sempre refletir sobre nossas atitudes e nossos valores, para evitarmos que, até mesmo sem perceber, haja qualquer tipo de manifestação de discriminação ou preconceito, pois o que vale é a essência e o caráter do ser humano. 

Somente dessa forma, é que poderemos ter o verdadeiro senso trabalho em equipe, do trabalho realizado de forma cooperativa visando a colaboração e a empatia e; como num determinado momento do filme é dito: 
“A REFLEXÃO É A MELHOR PARTE DE UM CAMPEÃO”. 

Bom, é isso!
Tudo de bom e até a próxima!

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