domingo, 9 de junho de 2013

Selecionadores "mala"




por Simoni Aquino
Fonte da imagem: internet

Há uns dias, abordei  sobre os “Candidatos Mala”, mas depois do artigo pronto percebi que em seguida deveria escrever sobre os “selecionadores mala”, já que ao desenvolver o texto sobre os candidatos ponderei alguns aspectos “obscuros” dos selecionadores e para ser justa e não agir de maneira corporativista (o que rechaço), percebi que caberia um artigo somente sobre os selecionadores.
Entretanto, essa certeza foi reafirmada, ao receber feedbacks muito interessantes sobre o ponto de vista de alguns profissionais disponíveis em relação aos selecionadores. Utilizarei esses comentários para abordar o tema e afirmo que me surpreendi com as ponderações maduras e educadas que recebi.

Há um ano, quando postava algo que continha análises e críticas sobre os candidatos, especialmente quando publicados nos grupos do Linkedin, era bombardeada de ataques pessoais e de uma falta de educação e de respeito tremendos, tanto que sai de alguns grupos justamente por conta desse comportamento deplorável, pois ter opiniões contrárias e fazer críticas maduras e fundamentadas é saudável para a promoção de um debate interessante. O grande problema é quando os debates partem para o “baixo nível” e ao invés de demonstrar maturidade, o ser humano mostra o seu lado mais primitivo: o da falta de equilíbrio. Agora não, os comentários foram maduros e interessantíssimos e realmente vale a pena analisarmos os selecionadores e suas condutas em relação ao mercado de trabalho. Dessa vez, só falaram que eu deveria me colocar no lugar dos candidatos, mas isso é normal!

Quero iniciar minha análise, lembrando que não suporto generalizações e citando Nelson Rodrigues: Toda unanimidade é burra! E não tenho a pretensão de ser unanimidade, senão não teria esse blog que só aborda comportamentos e situações do mercado de trabalho, que é tão controverso.

Sabemos que, independente de profissão, segmento, área e formação acadêmica, sempre encontraremos bons e maus profissionais. 
E no RH não é diferente!

Aliás, sempre pondero em meus artigos que para atuar em RH deve ter vocação, pois não é uma área fácil, pois somos os intermediários entre pessoas/profissionais/colaboradores/subordinados 
X empresas/empresários/gestores.
Uma relação que exige equilíbrio e jogo de cintura e infelizmente nem todos os profissionais de RH possuem essas competências. Lidamos com indivíduos e organizações e essa relação é muito subjetiva, por isso a vocação.

Sou extremamente analítica e observadora, adoro esse exercício de observar o mercado e analisá-lo. Mas quando atuamos como selecionadores, não consigo compreender a lógica de algumas atitudes que ao meu ver é falta de lógica (para não dizer que é burrice), já que, quanto mais o selecionador buscar ser assertivo no recrutamento, mais chances de uma seleção ágil e consequentemente, mais assertiva. Isso é pensar de forma lógica e estratégica.

O que faz um “selecionador mala”:

  • Sabe que aquele anúncio onde consta "apenas" o nome da vaga e o email de contato?
  • Sabe aquele anúncio com erros de português, leia-se: erro de grafia, de digitação, de concordância verbal?
  • Sabe aquele selecionador que acha que o candidato deve ter “bola de cristal”  para adivinhar os critérios da vaga?
  • Sabe aquele selecionador que não se importa em utilizar os recursos do email para encaminhar mensagem informando sobre o recebimento do currículo?
  • Sabe aquele selecionador que não analisa o currículo e somente na entrevista “percebe” informações básicas sobre: residência, escolaridade, funções anteriores e que poderiam ser facilmente detectadas no currículo?
  • Sabe aquele selecionador que atrasa séculos para iniciar a seleção e nem ao menos comunica o atraso?
  • Sabe aquele selecionador que além de não comunicar o não cumprimento do horário, ainda não o justifica?
  • Sabe aquele selecionador que nem ao menos fala “bom dia” ou “boa tarde” para os candidatos?
  • Sabe aquele selcionador que deixa o celular ligado e faz com que a seleção seja interrompida várias vezes?
  • Sabe aquele selecionador que fala que vai oferecer um retorno sobre a aprovação e/ou preterição e não o faz?
  • Sabe aquele selecionador que nem cogita a hipótese de oferecer esse retorno?
  • Sabe aquele selecionador que nem cogita a hipótese de enviar um emails aos candidatos entrevistados, ao menos para agradecer a confiança e comunicar o encerramento do processo?
  • Sabe aquele selecionador que não explica as etapas do processo seletivo?
  • Sabe aquele selecionador que reprova por questões raciais, religiosas ou orientação sexual - por puro preconceito ou capricho?
  • Sabe aquele selecionador que não pensa que o candidato talvez esteja com seus recursos financeiros tão escassos, que se comparecer à entrevista desnecessariamente (que podem ser levantados numa pré-entrevista por telefone), pode comprometer outros compromissos?
  • Sabe aquele selecionador que não pensa que tem candidato que comparece à seleção sem tomar café da manhã ou sem almoço, por conta de falta de dinheiro?

Nem preciso dizer que isso tudo é feio, lamentável e desrespeitoso e que até compreendo que em determinados comportamentos realizados, os selecionadores acabam não tendo o controle da situação. Algumas já aconteceram comigo e já fiquei “p” da vida,  como por exemplo:
- algum gestor convoca o selecionador para uma reunião bem na hora da seleção e não aceita um “não”;
- algum problema de trânsito que inviabilizam a chegada do selecionador à tempo para o horário da seleção (comigo aconteceu um acidente na rodovia e fiquei parada no trânsito por mais de uma hora e me atrasei meia hora para chegar à empresa).

E antes que algum desavisado me questione, quem já foi entrevistado por mim, sabe que: 
  • Meus anúncios de vagas são detalhados e minuciosos;
  • Utilizo os recursos tecnológicos de provedores de emails para encaminhar uma mensagem explicando como se dará o processo de recrutamento e da seleção e sobre o banco de talentos (embora perceba que muitos não a leem);
  • Realizo pré-entrevista por telefone para evitar que candidatos fora do perfil compareçam à empresa desnecessariamente e não gastem seus limitados recursos financeiros;
  • Normalmente não me atraso para iniciar a seleção;
  • Havendo a necessidade de atrasar o início da seleção, comunico os candidatos e me comprometo em no máximo 15 minutos iniciar a seleção (e quando iniciou peço desculpas);
  • Desligo o celular na seleção;
  • Explico as etapas da seleção e não escondo absolutamente nada sobre a empresa e sobre vaga;
  • Me comprometo em oferecer o retorno através de email sobre a preterição e sobre o encerramento do processo seletivo;
  • E que faço o que escrevo, cumpro o que prometo, por isso analiso, critico e cobro!
  • Minhas convicções não ficam só no Blog e sim vão para a prática... 

Fora algumas intercorrências que estão passíveis de acontecer com qualquer pessoa, o restante ao meu ver é falta de ética e por que não dizer, falta de educação!

O selecionador deve procurar em se colocar no lugar do candidato e analisar que ninguém está imune ao desemprego e que essa condição pode acontecer com qualquer profissional. 
E não digo que "se colocar no lugar do outro", seja passar por cima das mancadas e da falta de educação e compostura que ALGUNS  profissionais cometem, pelo contrário, o selecionador deve respeitar o candidato, mas não tratar o mercado de trabalho como filantropia, muito menos com paternalismo.

Os candidatos “mala” que não tem bom senso e são mal educados, esses  devem ser excluídos do processo seletivo, sem questionamento.

Entretanto aqueles candidatos que se comportam de maneira profissional e madura, que apresentam bom senso e comportamento condizente com o que se espera de um profissional de excelência, e graças à Deus, esses são a maioria, esses devem receber todo o nosso respeito e nossa atenção. Isso é o que manda a cartilha do “bom profissional”, daquele profissional de RH que atua com ética e de maneira humanizada. Olhando o candidato, como um profissional e todas as suas potencialidades.

Isso é atuar de maneira digna, caro selecionador:
Elaborar um anúncio nem elaborado; receber os currículos  e encaminhar uma mensagem sobre o recebimento; realizar pré entrevista por telefone;  iniciar a seleção sem atrasos (e se impossível, comunicar sobre o tempo de espera); atender os candidatos com simpatia e cordialidade; passar todas as informações possíveis sobre a vaga e sobre a empresa; não agir com preconceito de qualquer espécie; oferecer um email sobre o encerramento do processo e cumprir o combinado sobre o retorno.

Em contrapartida, alguns paradigmas que são taxados como errados devem ser compreendidos pelos candidatos de forma geral:

1. O chamado “excesso” de exigências é para enfeitar a vaga e prejudicar o candidato?
Qual a lógica disso? Isso virou quase que uma lenda urbana e não é verdade. O selecionador não tem interesse nenhum em prejudicar o candidato, aliás ele fica torcendo para que aquele candidato que está na sua frente na sala de seleção, seja o ideal para que a vaga seja encerrada logo e ele parta para outras vagas. Tempo é indicador de qualidade e se o selecionador “enfeitar” a vaga, seu indicador de qualidade vai a zero. Se a vaga apresenta várias exigências, é por que elas tem razão de ser. Então, isso é uma inverdade!

2. O candidato deve ter um feedback detalhado para se aprimorar para outros processos seletivos. 
Isso é ilusão e para compreender minha opinião, se meu leitor ficou interessado basta ler o artigo  “A Ilusão dos Feedbacks nas Seleções”.

3. O anúncio não contém o nome da empresa e/ou não contém o salário oferecido. 
Escrevi dois artigos abordando somente ambas situações, se meu leitor ficou interessado basta ler os artigos:  
“Por que algumas empresas não divulgam salários nos anúncios de vagas". 
"Anonimato de empresas nos anúncios de vagas. Por quê?". 

4. O anúncio solicita pretensão salarial e o candidato considera que isso seja um indicativo de que a empresa esteja fazendo leilão com o mercado de trabalho. 
Escrevi um texto abordando especificamente essa questão, se meu leitor ficou interessado basta ler o artigo: O paradigma da pretensão salarial”. 

Sou profissional de RH por amor à minha escolha e por vocação em lidar com pessoas e seu desenvolvimento e como tal, também atuo como selecionadora e como em qualquer outra situação ou ocasião, acredito piamente que independente da sua condição, os seres humanos devem ser respeitados. Hoje selecionamos e amanhã poderemos ser selecionados e assim o mercado de trabalho caminha...

Se queremos respeito, devemos respeitar!
Seja selecionador, seja candidato ambos devem respeitar o mercado de trabalho!

Outros links interessantes que abordam as gafes e os comportamentos inadequados de selecionadores:

Este texto é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas

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sábado, 8 de junho de 2013

Facebook e as Organizações

Lembrando da história que originou a postagem de ontem, encontrei a charge a seguir e gostaria de compartilhar com meus leitores:

Autor da Charge: Galhardo
COMENTÁRIO DA BLOGUEIRA:
Mais uma pérola organizacional...

Pior que é a mais completa e atual realidade.

As redes sociais invadiram o mundo corporativo e é absolutamente necessário que as empresas desenvolvam normatizações internas que regulamentem o comportamento organizacional de seus colaboradores.

As redes sociais têm a sua importância, mas pode "roubar" a produtividade e os resultados de seus colaboradores, que consequentemente não apresentarão os resultados esperados e comprometerá os resultados corporativos.

Abraço e até a próxima!

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Você conhece a parábola da Formiga e a Cigarra?


Autor desconhecido 
Fonte da imagem: www.escolovar.org

"Num dia de quente de verão, uma alegre cigarra estava a cantar e a tocar o seu violão, com todo o entusiasmo. Ela viu uma formiga a passar, concentrada na sua grande labuta diária que consistia em guardar comida para o inverno. 

- "D. Formiga, venha e cante comigo, em vez de trabalhar tão arduamente.", desafiou a cigarra, "Vamos nos divertir." 

- "Tenho de guardar comida para o Inverno", respondeu a formiga, sem parar, "e aconselho-a a fazer o mesmo." 

- "Não se preocupe com o inverno, está ainda muito longe.", disse a outra, despreocupada. "Como vê, comida não falta."

Mas a formiga não quis ouvir e continuou a sua labuta. Os meses passaram e o tempo arrefeceu cada vez mais, até que toda a Natureza em redor ficou coberta com um espesso manto branco de neve. Chegou o inverno. 
A cigarra, esfomeada e congelada, foi a casa da formiga e implorou humildemente por algo para comer. Então, a formiga muito calmamente respondeu:

- "Se você tivesse ouvido o meu conselho no Verão, não estaria agora tão desesperada. Preferiu cantar e tocar violão?! Pois agora dance!"

E dizendo isto,  fechou a porta, deixando a cigarra entregue à sua própria sorte."

CONSIDERAÇÕES DA BLOGUEIRA
Acabei de ler uma postagem no Facebook que me fez refletir sobre algumas atitudes de alguns profissionais inseridos no mercado de trabalho. Nessa postagem no Facebook, uma determinada pessoa "comenta" que não via a hora de chegar em seu TRABALHO para jogar um determinado JOGUINHO NO FACEBOOK. Imediatamente lembrei-me deste texto e vim para o Blog Além do RH divagar algumas reflexões pertinentes.

O mercado de trabalho está cada vez mais acirrado e a concorrência cada vez mais forte, a fila do desemprego é cada vez maior e cada vez que atuo como selecionadora isso fica ainda mais evidente.Não consigo compreender a postura de um profissional que, ao invés de ter foco em suas atividades profissionais e exercê-las com seriedade, integridade e apresentando produtividade, consegue "jogar" um precioso tempo na lata do lixo, jogando jogos de redes sociais. O tempo, esse senhor tão precioso.... é tão valioso que hoje encontramos cursos e treinamentos para podermos aproveitá-lo com assertividade e produtividade. Isso é que é importância!

Não tenho nada a ver com a vida de ninguém e cada um faz o que bem entende com o seu tempo e com o seu trabalho. Mas tenho o direito de refletir, como os profissionais não aproveitam a oportunidade que tem para crescer e evoluir profissionalmente.
Quando estão disponíveis se comportam de um jeito... humildes, mãos na massa, super interessados e fazem quase tudo por uma oportunidade de recolocação. Mas alguns...repito: alguns...fazem como essa pessoa que depois que conquistam sua recolocação e passam do período de experiência para "jogar" jogos do facebook em pleno horário de expediente.

E pior: reclamam que a empresa "paga pouco, que não recebem promoção, reclamam que "puxa-sacos é que tem oportunidades", reclamam dos benefícios, reclamam da falta de aprendizado e da estagnação...aquela balela que a gente já está cansado de ouvir....
E depois, quando são demitidos...ainda reclamam da empresa: que foi injusta, que era um profissional exemplar, que chegava no horário e que não faltava (como se isso não fosse obrigação de qualquer profissional)...e blá-blá-blá...

Por isso mesmo que, em processos seletivos sou super a favor de buscar as referências profissionais através de antigos empregadores. Isso faz "cair as máscaras" de muitos profissionais que se colocam como "anjos" em seleções....
E tanta gente por ai, desempregada...esperando somente uma oportunidade...
Não tem o que fazer no trabalho? Vá oferecer ajuda para outro setor... vá colocar os arquivos em ordem... vá arrumar gavetas e armários... vá montar bloquinhos de rascunho... vá estudar... vá ler um livro produtivo... faça um curso online.... 
Está vendo? São tantas as oportunidades de usar o tempo de forma útil e ética...

Só uma observação: essa pessoa foi excluída da minha rede do Facebook e nem preciso dizer que seu currículo que estava cadastrado em meu banco de talentos, foi parar na lixeira. Não sem antes, anotar o motivo...

Enfim, um dia da cigarra e o outro da formiga... 
E você: representa a formiga ou a cigarra? 
Vale a reflexão!


 O texto das considerações da blogueira é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas

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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Candidatos “mala”


por Simoni Aquino

Fonte da imagem: internet
Fico me questionando sobre todas as inconveniências existentes em um processo seletivo e chego à conclusão que o ser humano muitas vezes não tem senso crítico.

Dentro da Gestão de Pessoas existem muitas possibilidades de atuação nos seus diversos subsistemas e uma delas é o Recrutamento & Seleção (se você não entende o que cada um faz, clique nos links), que é uma parte muito interessante no RH pois é a responsável por atrair e selecionar os talentos do mercado de trabalho para atuar nas empresas. Mas ao mesmo tempo que é incrível, é um trabalho desgastante, maçante e faz com que lidemos com o pior do mercado de trabalho: a falta de bom senso dos candidatos.

Enquanto profissional, rechaço a postura de muitos profissionais de RH que no momento de divulgarem seu anúncio de vaga, o fazem quase que “escondendo” informações  básicas dos candidatos, já vi vagas sem ao menos citar a cidade onde a vaga está disponibilizada. Isso é absurdo e considero até antiético.

Mas enfim, como esse blog não tem como foco o julgamento, vou me ater aos fatos: o profissionalismo que deve nortear o trabalho de um profissional de RH, faz com que esse selecionador se preocupe em elaborar um anúncio bem formatado, com informações importantes sobre o cargo, descrição das atividades, local da vaga, remuneração e benefícios e se houver a exigência de ocultar o salário, que exponha pelo menos os benefícios oferecidos e também qual a exigência de conhecimento  e escolaridade. Isso sem falar do feedback, após a conclusão do processo - Já até escrevi um artigo sobre Feedback (clique no link para ler).

E antes que alguém desavisado promova algum julgamento sobre selecionadores, não posso responder por outros profissionais de RH. Mesmo por quê,  todos os processos seletivos que conduzo, são fornecidos retorno tanto na fase de recrutamento, quando aos finalistas. Basta pesquisar meus posts aqui no Blog Além do RH, no meu Linkedin e no meu Facebook.

Mas voltando ao tema de hoje, elaborar um bom anúncio é fazer uma abordagem profissional ao mercado, que além de passar uma boa imagem da empresa e do selecionador, ainda respeita o profissional no mercado de trabalho e facilita o recrutamento.
Por todos esses motivos, meus anúncios são sempre muito bem detalhados e sempre tenho a esperança que somente os candidatos que se enquadrarem dentro das especificações do anúncio irão se candidatar.
Utopia! Ledo engano!

Quando começo a triar os currículos, dá até calafrios... Centenas de currículos que lotam a caixa de entrada do email divulgado no anúncio e normalmente apenas 12/15% realmente estão de acordo com o perfil da oportunidade, mas ai meu leitor me pergunta: Mas e o restante????

E ai que entra os “candidatos mala” do título deste artigo:

  • Sabe aquele profissional disponível que mesmo sem ter o perfil da vaga, se candidata?
  • Sabe aquele profissional disponível que está desesperado e acha que o mercado de trabalho faz filantropia?
  • Sabe aquele profissional disponível prepotente que acha que tem o currículo “irresistível” de tão bom, só que tem experiência em tudo, menos no que a vaga exige?
  • Sabe aquele profissional que não consegue o primeiro emprego e mesmo sem a experiência exigida, se candidata?
  • Sabe aquele profissional disponível que reside há quilômetros de distância (às vezes milhares de quilômetros e que não tem disponibilidade imediata para mudança de residência) da vaga se candidata, mesmo sabendo que é necessário ter fácil acesso ao local de trabalho?
  • Sabe aquele profissional disponível que manda o currículo sem pretensão salarial, mesmo sabendo que o anúncio solicita que a pretensão seja informada?
  • Sabe aquele profissional disponível que nem coloca nada no”assunto” do email, mesmo sabendo que anúncio solicita que cite o nome da vaga no assunto do email?
  • Sabe aquele profissional disponível que te convida para ser seu "amigo" no facebook e acha que com isso terá mais chances no processo seletivo?
  • Sabe aqueles anúncios de vagas anunciadas nos grupos do facebook  e que os profissionais disponíveis ficam perguntando detalhes (que constam no anúncio) ou que ficam te chamando no “inbox” e que você percebe que a pessoa não leu o anúncio?
  • Sabe aquele profissional disponível que troca de celular como troca de peça íntima?
  • Sabe aquele profissional disponível que informa telefones de contato e o selecionador nunca consegue contato, pois os números de contato estão desatualizados?

Esses são os malas.... sem alça e sem rodinhas.
E se você se identificou em algum dos itens acima, desculpe-me mas você é um mala!!!

Um ser inconveniente que se acha muito esperto e que pensa que fazendo alguma dessas atitudes vai conseguir alguma “facilidade” do selecionador, sabe que você está certo? Você conseguirá que seu currículo vá parar na lixeira do email, da maneira mais fácil e ágil que existe.

Eu tenho um banco de talentos, mas só incluo nele os profissionais que não são inconvenientes.

Mercado de trabalho é coisa séria, não é brincadeira. Mercado de trabalho envolve investimento, não é filantropia. Mercado de trabalho é profissionalismo, não é facilidade pessoal.

Se você é um profissional disponível no mercado de trabalho e está em busca de recolocação, se candidate apenas à vagas que estejam alinhadass com o seu perfil e sua trajetória profissional. Conscientize-se que as empresas são soberanas nas suas decisões e que cabem à elas definirem as exigências para a vaga disponível e que somente serão convidados para participar do processo seletivo aqueles profissionais que apresentarem os requisitos exigidos, pois são os profissionais que apresentarem esses requisitos é que terão condições de exercer as atividades e as responsabilidades do cargo. 

Se  você não apresentar esses requisitos exigidos, muito óbvio perceber que você não exercerá o cargo da maneira que a empresa necessita.

Compreender isso é um passo fundamental para alinhar sua busca por recolocação, pois compreender que “cada macaco, tem o seu galho” é minimizar seu sofrimento no mercado de trabalho. Cada um com sua expertise, cada um com suas competências....

Fico abismada quando vejo profissionais de atendimento de telemarketing (sem experiência em merchandising) se candidatando à uma vaga de Supervisor de Merchandising!!!! O que pensa esse profissional? Que ficará com a vaga?

É a mesma coisa que dizer que eu devo me candidatar à uma vaga de Diretor Financeiro sendo Gestora de Pessoas!!! Não há nexo algum....serei um desastre como diretora de finanças e certamente levaria a empresa à falência.

Aliás, sobre a questão específica de "envio de currículos" já escrevi um artigo anteriormente chamado "Envio de currículos: vergonha alheia", que você pode ler, clicado no link. 

Algumas dicas úteis: 

1. Foque no seu objetivo profissional e busque recolocação na área que focou. Se você atuar em mais de uma área, elabore currículos distintos e os encaminhe de acordo com a vaga.

2. Só se candidate à oportunidades que exigirem experiência em determinada área ou conhecimento específico, se você tiver essa expertise.

3. Se a vaga exige conhecimentos avançados em Excel ou qualquer outro programa e você só tiver o básico, não adianta se candidatar.

4. Se a vaga exige condução própria ou CNH válida e você não tiver, não se candidate.

5. Se a vaga exigir proficiência em determinado idioma e você tiver só o básico ou não tiver nenhum conhecimento, não se candidate.

6. Se a vaga exigir determinado curso de graduação e seu curso superior for outro, também não adianta se candidatar.

7. Se a vaga exigir disponibilidade para viagens e você for daquele profissional que não tem condições de ficar se deslocando seja por compromissos acadêmicos ou familiares que inviabilize viagens, não adianta se candidatar.

8. Se você for nível Auxiliar e a vaga for para nível Analista ou Coordenador, não adianta se candidatar.

9. Se a vaga exigir por exemplo “conhecimento em SAP” e você não tem, não se candidate pois não irá adiantar.

10. Se a vaga solicitar que você informe sua pretensão salarial, não encaminhe seu currículo sem essa informação senão seu currículo será descartado do processo de recrutamento. 

11. Se a vaga fornecer o valor do salário e esse não estiver de acordo com suas pretensões, não se candidate pois por melhor que você seja, a empresa não aumentará a remuneração por sua causa, exclusivamente. 

12. Mantenha seus telefones de contato sempre atualizados e evite mudar de números de contato e além do mais, verifique seus recados na caixa postal. E se o telefone for de contato, garanta que a pessoa que receberá o recado tenha condições de anotá-lo, pois é comum de não conseguirmos deixar recado por alguns motivos: criança atender o telefone e não passar para um adulto, deficientes visuais atenderem estarem sozinhos e não terem condições de anotar, idosos com dificuldade de visão ou ainda pessoas analfabetas. "Faça questão de poder ser localizado".

Obs: Caso queira saber mais sobre solicitação de pretensão salarial, escrevi um artigo somente sobre esse tema, o link é http://alemdorh.blogspot.com.br/2012/07/o-paradigma-da-pretensao-salarial.html

Quando os selecionadores elaboram anúncios bem feitos e informam os requisitos detalhados, eles não estão lá divulgados por “capricho” nem estão lá de “enfeite”, estão lá para serem observados e acatados.
Agora, se o anúncio só tiver o nome da vaga, esqueça tudo o que você leu até agora nesse artigo e o selecionador "que se virem". Aliás, o próximo artigo tratará justamente dos "Selecionadores Mala", por que no mercado de trabalho, sempre existem os dois lados de uma mesma situação e este Blog não é a favor de corporativismo.

Portanto, tenha bom senso no mercado de trabalho (selecionador e candidato), com bom senso o mercado de trabalho será mais justo e focado e o sucesso em sua busca por recolocação logo chegará, certamente. 

Bom senso é a palavra de ordem no mercado de trabalho!

Este texto é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES PARA OS QUE ESTÃO PERDENDO SEU PRECIOSO TEMPO (que deveria ser investido em algo mais útil) EM ME MANDAR MENSAGENS DESELEGANTES:
1. Informo que tenho empatia pelos profissionais disponíveis, basta ler artigos anteriores que isso fica bem claro. Sou oriunda de telecom (11 anos) e há 7 anos migrei para o RH e portanto, já estive algumas vezes desempregada e não me envergonho disso e afirmo que mesmo sendo de outra área e estando DESESPERADA, nunca fui "mala", pois é uma questão de bom senso e não de condição.

2. Estou passando por um problema de desemprego em minha casa, pois meu marido está buscando recolocação e nem por isso, ele acha justificável ou "legal" se comportar com um "mala".

Portanto, aos que estão prontos a me julgar, devem perceber que compreendo muito bem este momento, mas isso não anula o fato de quem não tem bom senso, estará fadado ao insucesso na busca por recolocação. E ao invés de me julgar, faça uma coisa mais produtiva: analise se seu posicionamento de "mala" te ajuda no seu principal objetivo: recolocar-se???


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terça-feira, 4 de junho de 2013

Palestra sobre Mercado de Trabalho e Empregabilidade no Senai Santos

Revisando a palestra que irei ministrar amanhã à noite no Senai Santos: "Mercado de Trabalho Atual: Empregabilidade como Diferencial", exclusiva para os alunos do turno noturno.

Estou muito honrada pelo convite e oportunidade de compartilhar conhecimento e especialmente, pela confiança da equipe do Senai Santos.

Até amanhã com borboletas no estômago, na expectativa para uma apresentação bem proveitosa....!!!

 

sábado, 1 de junho de 2013

Piada sobre entrevista de seleção e o sucesso

Mais uma pérola da série: Pérolas e Piadas sobre RH...

Autor da charge: JR
Charge baseada em reportagem publicada pela Revista Exame em 27.09.2004


CONSIDERAÇÕES DA BLOGUEIRA:
Essa eu nunca havia escutado... mas, enfim são ossos do ofício!

Leitores, cuidado nos processos seletivos nunca é demais, treine as perguntas mais comuns que já ouviu dos selecionadores, mentalize suas respostas.

Não participe de um processo seletivo no improviso, se prepare no dia anterior.
Faça uma redação, se lembre das principais perguntas e esquematize as respostas, isso lhe dará segurança e evitará que o nervosismo do momento da entrevista, te pregue uma peça e faça com que você possa dizer alguma bobagem.

Falta de preparo traz insegurança e as chances de uma gafe são ainda maiores!

Então, essa é a dica de hoje! 
Abraço e sucesso!

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