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| Fonte da imagem: internet |
Há uns dias, abordei
sobre os “Candidatos Mala”, mas depois do artigo pronto percebi que em
seguida deveria escrever sobre os “selecionadores mala”, já que ao desenvolver
o texto sobre os candidatos ponderei alguns aspectos “obscuros” dos selecionadores e para ser justa e não agir de maneira corporativista (o que rechaço), percebi que
caberia um artigo somente sobre os selecionadores.
Entretanto, essa certeza foi reafirmada, ao receber feedbacks muito
interessantes sobre o ponto de vista de alguns profissionais disponíveis em
relação aos selecionadores. Utilizarei esses comentários para abordar o tema e
afirmo que me surpreendi com as ponderações maduras e educadas que recebi.
Há um ano, quando postava algo que continha análises e críticas sobre os candidatos, especialmente quando publicados nos grupos do Linkedin, era bombardeada de ataques pessoais e de uma falta de educação e de respeito tremendos, tanto que sai de alguns grupos justamente por conta desse comportamento deplorável, pois ter opiniões contrárias e fazer críticas maduras e fundamentadas é saudável para a promoção de um debate interessante. O grande problema é quando os debates partem para o “baixo nível” e ao invés de demonstrar maturidade, o ser humano mostra o seu lado mais primitivo: o da falta de equilíbrio. Agora não, os comentários foram maduros e interessantíssimos e realmente vale a pena analisarmos os selecionadores e suas condutas em relação ao mercado de trabalho. Dessa vez, só falaram que eu deveria me colocar no lugar dos candidatos, mas isso é normal!
Quero iniciar minha análise, lembrando que não suporto generalizações e citando Nelson Rodrigues: Toda unanimidade é burra! E não tenho a pretensão de ser unanimidade, senão não teria esse blog que só aborda comportamentos e situações do mercado de trabalho, que é tão controverso.
Sabemos que, independente de profissão, segmento, área e formação acadêmica, sempre encontraremos bons e maus profissionais.
E no RH não é diferente!
Aliás, sempre pondero em meus artigos que para atuar em RH deve ter vocação, pois não é uma área fácil, pois somos os intermediários entre pessoas/profissionais/colaboradores/subordinados
Aliás, sempre pondero em meus artigos que para atuar em RH deve ter vocação, pois não é uma área fácil, pois somos os intermediários entre pessoas/profissionais/colaboradores/subordinados
X empresas/empresários/gestores.
Uma relação que exige equilíbrio e jogo de cintura e infelizmente nem todos os profissionais de RH possuem essas competências. Lidamos com indivíduos e organizações e essa relação é muito subjetiva, por isso a vocação.
Sou extremamente analítica e observadora, adoro esse exercício de observar o mercado e analisá-lo. Mas quando atuamos como selecionadores, não consigo compreender a lógica de algumas atitudes que ao meu ver é falta de lógica (para não dizer que é burrice), já que, quanto mais o selecionador buscar ser assertivo no recrutamento, mais chances de uma seleção ágil e consequentemente, mais assertiva. Isso é pensar de forma lógica e estratégica.
O que faz um “selecionador mala”:
Uma relação que exige equilíbrio e jogo de cintura e infelizmente nem todos os profissionais de RH possuem essas competências. Lidamos com indivíduos e organizações e essa relação é muito subjetiva, por isso a vocação.
Sou extremamente analítica e observadora, adoro esse exercício de observar o mercado e analisá-lo. Mas quando atuamos como selecionadores, não consigo compreender a lógica de algumas atitudes que ao meu ver é falta de lógica (para não dizer que é burrice), já que, quanto mais o selecionador buscar ser assertivo no recrutamento, mais chances de uma seleção ágil e consequentemente, mais assertiva. Isso é pensar de forma lógica e estratégica.
O que faz um “selecionador mala”:
- Sabe que aquele anúncio onde consta "apenas" o nome da vaga e o email de contato?
- Sabe aquele anúncio com erros de português, leia-se: erro de grafia, de digitação, de concordância verbal?
- Sabe aquele selecionador que acha que o candidato deve ter “bola de cristal” para adivinhar os critérios da vaga?
- Sabe aquele selecionador que não se importa em utilizar os recursos do email para encaminhar mensagem informando sobre o recebimento do currículo?
- Sabe aquele selecionador que não analisa o currículo e somente na entrevista “percebe” informações básicas sobre: residência, escolaridade, funções anteriores e que poderiam ser facilmente detectadas no currículo?
- Sabe aquele selecionador que atrasa séculos para iniciar a seleção e nem ao menos comunica o atraso?
- Sabe aquele selecionador que além de não comunicar o não cumprimento do horário, ainda não o justifica?
- Sabe aquele selecionador que nem ao menos fala “bom dia” ou “boa tarde” para os candidatos?
- Sabe aquele selcionador que deixa o celular ligado e faz com que a seleção seja interrompida várias vezes?
- Sabe aquele selecionador que fala que vai oferecer um retorno sobre a aprovação e/ou preterição e não o faz?
- Sabe aquele selecionador que nem cogita a hipótese de oferecer esse retorno?
- Sabe aquele selecionador que nem cogita a hipótese de enviar um emails aos candidatos entrevistados, ao menos para agradecer a confiança e comunicar o encerramento do processo?
- Sabe aquele selecionador que não explica as etapas do processo seletivo?
- Sabe aquele selecionador que reprova por questões raciais, religiosas ou orientação sexual - por puro preconceito ou capricho?
- Sabe aquele selecionador que não pensa que o candidato talvez esteja com seus recursos financeiros tão escassos, que se comparecer à entrevista desnecessariamente (que podem ser levantados numa pré-entrevista por telefone), pode comprometer outros compromissos?
- Sabe aquele selecionador que não pensa que tem candidato que comparece à seleção sem tomar café da manhã ou sem almoço, por conta de falta de dinheiro?
Nem preciso dizer que isso tudo é feio, lamentável e desrespeitoso e que até compreendo que em determinados comportamentos realizados, os selecionadores acabam não tendo o controle da situação. Algumas já aconteceram comigo e já fiquei “p” da vida, como por exemplo:
- algum gestor convoca o selecionador para uma reunião bem na hora da seleção e não aceita um “não”;
- algum problema de trânsito que inviabilizam a chegada do selecionador à tempo para o horário da seleção (comigo aconteceu um acidente na rodovia e fiquei parada no trânsito por mais de uma hora e me atrasei meia hora para chegar à empresa).
E antes que algum desavisado me questione, quem já foi entrevistado por mim, sabe que:
- Meus anúncios de vagas são detalhados e minuciosos;
- Utilizo os recursos tecnológicos de provedores de emails para encaminhar uma mensagem explicando como se dará o processo de recrutamento e da seleção e sobre o banco de talentos (embora perceba que muitos não a leem);
- Realizo pré-entrevista por telefone para evitar que candidatos fora do perfil compareçam à empresa desnecessariamente e não gastem seus limitados recursos financeiros;
- Normalmente não me atraso para iniciar a seleção;
- Havendo a necessidade de atrasar o início da seleção, comunico os candidatos e me comprometo em no máximo 15 minutos iniciar a seleção (e quando iniciou peço desculpas);
- Desligo o celular na seleção;
- Explico as etapas da seleção e não escondo absolutamente nada sobre a empresa e sobre vaga;
- Me comprometo em oferecer o retorno através de email sobre a preterição e sobre o encerramento do processo seletivo;
- E que faço o que escrevo, cumpro o que prometo, por isso analiso, critico e cobro!
- Minhas convicções não ficam só no Blog e sim vão para a prática...
Fora algumas intercorrências que estão passíveis de acontecer com qualquer pessoa, o restante ao meu ver é falta de ética e por que não dizer, falta de educação!
O selecionador deve procurar em se colocar no lugar do candidato e analisar que ninguém está imune ao desemprego e que essa condição pode acontecer com qualquer profissional.
E não digo que "se colocar no lugar do outro", seja passar por cima das mancadas e da falta de educação e compostura que ALGUNS profissionais cometem, pelo contrário, o selecionador deve respeitar o candidato, mas não tratar o mercado de trabalho como filantropia, muito menos com paternalismo.
Os candidatos “mala” que não tem bom senso e são mal educados, esses devem ser excluídos do processo seletivo, sem questionamento.
Entretanto aqueles candidatos que se comportam de maneira profissional e madura, que apresentam bom senso e comportamento condizente com o que se espera de um profissional de excelência, e graças à Deus, esses são a maioria, esses devem receber todo o nosso respeito e nossa atenção. Isso é o que manda a cartilha do “bom profissional”, daquele profissional de RH que atua com ética e de maneira humanizada. Olhando o candidato, como um profissional e todas as suas potencialidades.
Isso é atuar de maneira digna, caro selecionador:
Elaborar um anúncio nem elaborado; receber os currículos e encaminhar uma mensagem sobre o recebimento; realizar pré entrevista por telefone; iniciar a seleção sem atrasos (e se impossível, comunicar sobre o tempo de espera); atender os candidatos com simpatia e cordialidade; passar todas as informações possíveis sobre a vaga e sobre a empresa; não agir com preconceito de qualquer espécie; oferecer um email sobre o encerramento do processo e cumprir o combinado sobre o retorno.
Em contrapartida, alguns paradigmas que são taxados como errados devem ser compreendidos pelos candidatos de forma geral:
1. O chamado “excesso” de exigências é para enfeitar a vaga e prejudicar o candidato?
Qual a lógica disso? Isso virou quase que uma lenda urbana e não é verdade. O selecionador não tem interesse nenhum em prejudicar o candidato, aliás ele fica torcendo para que aquele candidato que está na sua frente na sala de seleção, seja o ideal para que a vaga seja encerrada logo e ele parta para outras vagas. Tempo é indicador de qualidade e se o selecionador “enfeitar” a vaga, seu indicador de qualidade vai a zero. Se a vaga apresenta várias exigências, é por que elas tem razão de ser. Então, isso é uma inverdade!
2. O candidato deve ter um feedback detalhado para se aprimorar para outros processos seletivos.
Isso é ilusão e para compreender minha opinião, se meu leitor ficou interessado basta ler o artigo “A Ilusão dos Feedbacks nas Seleções”.
3. O anúncio não contém o nome da empresa e/ou não contém o salário oferecido.
Escrevi dois artigos abordando somente ambas situações, se meu leitor ficou interessado basta ler os artigos:
“Por que algumas empresas não divulgam salários nos anúncios de vagas".
"Anonimato de empresas nos anúncios de vagas. Por quê?".
4. O anúncio solicita pretensão salarial e o candidato considera que isso seja um indicativo de que a empresa esteja fazendo leilão com o mercado de trabalho.
Escrevi um texto abordando especificamente essa questão, se meu leitor ficou interessado basta ler o artigo: “O paradigma da pretensão salarial”.
Sou profissional de RH por amor à minha escolha e por vocação em lidar com pessoas e seu desenvolvimento e como tal, também atuo como selecionadora e como em qualquer outra situação ou ocasião, acredito piamente que independente da sua condição, os seres humanos devem ser respeitados. Hoje selecionamos e amanhã poderemos ser selecionados e assim o mercado de trabalho caminha...
"Anonimato de empresas nos anúncios de vagas. Por quê?".
4. O anúncio solicita pretensão salarial e o candidato considera que isso seja um indicativo de que a empresa esteja fazendo leilão com o mercado de trabalho.
Escrevi um texto abordando especificamente essa questão, se meu leitor ficou interessado basta ler o artigo: “O paradigma da pretensão salarial”.
Sou profissional de RH por amor à minha escolha e por vocação em lidar com pessoas e seu desenvolvimento e como tal, também atuo como selecionadora e como em qualquer outra situação ou ocasião, acredito piamente que independente da sua condição, os seres humanos devem ser respeitados. Hoje selecionamos e amanhã poderemos ser selecionados e assim o mercado de trabalho caminha...
Se queremos respeito, devemos respeitar!
Seja selecionador, seja candidato ambos devem respeitar o mercado de trabalho!
Outros links interessantes que abordam as gafes e os comportamentos inadequados de selecionadores:
Este texto é de propriedade intelectual de:
Simoni Aquino
Consultora em Gestão Estratégica de Pessoas
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Mas saiba que: mensagens com ataques pessoais e citação de nomes de empresas, não serão liberadas.
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